O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) tomou uma decisão importante na última segunda-feira, 1º de junho de 2026, ao rejeitar a prestação de contas do ex-governador Cláudio Castro referente ao ano de 2025. O parecer foi elaborado pelo conselheiro José Gomes Graciosa e aprovado por uma votação de 3 a 1.
Durante a análise, o conselheiro identificou cinco irregularidades significativas nas contas do governo, chamando atenção para distorções que podem impactar a contabilidade de forma generalizada. Essas incorreções são estimadas em mais de R$ 7 bilhões, um valor que levanta sérias preocupações sobre a transparência e a gestão financeira do estado.
“Não se trata de falhas pequenas ou simples omissões. O que temos aqui são erros grosseiros, gravíssimos, pois a equação patrimonial está incorreta e os totais não estão sendo apresentados de forma correta. Seja por desconhecimento técnico, ou por intenção, os erros existem e, no meu ponto de vista, não podem ser ignorados por esta corte”, afirmou José Gomes Graciosa.
Além das irregularidades contábeis, o parecer do TCE-RJ também destacou preocupações com investimentos feitos pela RioPrevidência, que é o fundo de pensão dos servidores estaduais, no Banco Master. Este banco está no centro de outra investigação em curso no Tribunal, o que agrava ainda mais a situação.
O conselheiro sugeriu a realização de uma auditoria abrangente em todos os benefícios fiscais concedidos pelo governo do Rio, com um foco especial na REFIT, que se refere à refinaria de Manguinhos. Este projeto já está sendo investigado pela Polícia Federal devido a possíveis fraudes e sonegação fiscal.
A decisão do TCE-RJ levanta questões sobre a responsabilidade fiscal e a governança no estado, especialmente em um momento em que a população exige maior transparência e eficiência na administração pública.
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