Em um anúncio importante, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que, em até três anos, os contribuintes poderão ser dispensados de fazer a declaração do Imposto de Renda, pois o processo se tornará automático.
Durante uma entrevista na segunda-feira, 1 de junho de 2026, ele destacou que todos os bancos, seguradoras e planos de saúde já enviam informações fiscais à Receita Federal. Com a reforma tributária em andamento, estados e municípios também terão acesso a esses dados, centralizando as informações fiscais do país.
“Não é possível que todo mundo já tendo declarado no dia a dia as suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar para mais uma vez prestar informações que muitas vezes a gente já tem”, afirmou Durigan.
O ministro também mencionou que, neste ano, aproximadamente 4 milhões de pessoas receberam a restituição do Imposto de Renda de forma automática. Ele espera aumentar esse número e, eventualmente, desobrigar todos os contribuintes de apresentar a declaração.
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“Esse ano, nós temos 4 milhões de pessoas que não precisaram declarar imposto de renda e vão receber restituição automática no seu Pix. Eu espero que o ano que vem a gente avance nisso”, disse.
Embora Durigan não preveja uma desobrigação universal para o próximo ano, ele acredita que será possível oferecer um alívio maior aos contribuintes que já cumprem com suas obrigações fiscais durante o ano.
O ministro explicou que a proposta é que as informações sejam automaticamente inseridas no sistema, e o contribuinte apenas precisará confirmar e validar os dados. Essa mudança visa aprimorar o atual modelo de declaração pré-preenchida.
O prazo para a declaração do Imposto de Renda deste ano terminou na última sexta-feira, 29 de maio de 2026. Segundo Durigan, mais de 44 milhões de declarações foram recebidas pela Receita Federal. Aqueles que não enviaram suas declarações dentro do prazo ainda podem fazê-lo, mas estarão sujeitos a uma multa de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido, com um valor mínimo de R$ 165,74, podendo chegar até 20% do imposto.
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