Dólar recua a R$ 5,09 e Bolsa alcança maior nível desde maio

Robson Alves
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A moeda americana caiu 0,79% no pregão, acumulando baixa de 7,28% no ano. O Ibovespa avançou 1,2%, mesmo com a alta do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.

Num pregão marcado pelo movimento dos ativos domésticos e pela alta do petróleo em razão das tensões no Oriente Médio, o dólar teve forte queda e fechou no menor valor em um mês. A bolsa de valores também subiu e atingiu o maior nível desde maio.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,089 (-0,79%)
  • Dólar em setembro: queda de 1,82%
  • Dólar no ano: queda de 7,28%
  • Ibovespa: 187.366,84 pontos (+1,2%)
  • Petróleo Brent: US$ 97,92 (+0,9%)
  • Petróleo WTI: US$ 93,03 (+1,7%)

O dólar à vista terminou o pregão cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%. Foi a menor cotação de fechamento desde 7 de agosto, quando a moeda havia encerrado a sessão a R$ 5,084. Durante o dia, a moeda americana oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima. A queda ocorreu em meio à movimentação dos mercados locais e ao ambiente externo para moedas de países emergentes.

Com o resultado, a divisa passou a acumular queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, depois de subir 2,16% em agosto.

O Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, e encerrou o pregão no maior nível desde 4 de maio. O índice chegou a atingir 189.487,70 pontos durante a sessão e registrou mínima de 185.207,66 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões.

Entre as ações de maior peso no índice, os papéis da Petrobras acompanharam a valorização do petróleo no exterior. As ações preferenciais subiram 2,08% e as ações ordinárias valorizaram-se 2,36%.

Dados da B3 indicam que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira permaneceu positivo em setembro. Nos três primeiros pregões do mês, a entrada líquida de capital externo somava R$ 3,9 bilhões.

Os contratos de petróleo subiram em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, para US$ 97,92, enquanto o barril WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, para US$ 93,03.

O Brent encerrou no maior nível desde 23 de julho, e o WTI atingiu o maior fechamento desde junho. Os ataques atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e instalações ligadas ao setor de energia, elevando preocupações sobre o abastecimento e os efeitos de interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico.

O Estreito de Ormuz voltou a figurar entre os pontos de maior preocupação sobre o fluxo internacional de petróleo: antes da escalada do conflito, cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity passava pela região.

Apesar da alta nos contratos, parte dos ganhos foi reduzida durante o dia diante das preocupações sobre os efeitos dos combustíveis mais caros sobre a inflação, os juros e o crescimento econômico global.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.