TV Brasil leva vida marinha dos oceanos ao horário nobre

Rafael Ramos
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A nova série documental mostra espécies e ecossistemas marinhos em imagens de vida selvagem. A atração vai ao ar nesta terça (22), às 21h30, com reprise aos domingos.

A produção documental Criaturas do Grande Azul é uma das novas atrações da faixa dedicada a conteúdos de natureza na programação da TV Brasil. Repleta de imagens da vida selvagem marinha, a série estreia HOJE, terça-feira (22), às 21h30, com foco na fauna que habita os oceanos. Haverá também janela alternativa aos domingos, às 20h30.

A programação da emissora inclui uma sessão temática de séries documentais sobre meio ambiente em horário nobre, às terças e quintas, sempre às 21h30. Na primeira quinzena de setembro, a grade já havia recebido o título África: Garras e Mandíbulas.

Para os próximos meses, estão previstas na grade as estreias das obras Um Ano Selvagem na Terra e Batalha dos Alfas. Os programas com temática ambiental e que mostram diversas espécies marinhas ficarão disponíveis por dez dias no aplicativo TV Brasil Play após a exibição na televisão.

Com seis episódios, Criaturas do Grande Azul mergulha no mundo selvagem dos oceanos Pacífico e Antártico. A série viaja das Ilhas Cook até a orla antártica para revelar animais únicos ao longo da jornada, como minúsculos argonautas, raias-manta gigantes e enormes baleias jubarte.

Na edição de estreia, a produção vai até as Ilhas Snares, um arquipélago de pequenas formações desabitadas na costa da Nova Zelândia. A atração mostra animais típicos da região, como pinguins, leões-marinhos e aves da espécie pardela-escura, que fazem ninho na densa copa das árvores.

Escondida nas profundezas do Oceano Antártico, uma cidadela de granito que raramente recebeu a presença humana é um dos desertos insulares mais intocados do planeta. A cada verão, milhões de aves marinhas convergem para a região para o ciclo reprodutivo.

Os pinguins locais são encontrados apenas nesse minúsculo aglomerado de ilhas. Mais de 50 mil pinguins se reúnem nas Snares ao longo do verão, enfrentando as ondas do Oceano Antártico para chegar à costa. Muitos percorrem uma jornada de 15 mil quilômetros para alcançar o arquipélago.

No interior das ilhas, os pinguins encontram parceiros e criam filhotes em uma corrida para aproveitar o curto verão subantártico. No trajeto de ida e volta ao mar, são alvo de pássaros predadores de grande porte, que miram os indivíduos mais jovens e vulneráveis.

Ao anoitecer, o céu acima do arquipélago escurece com a passagem de revoadas dessas aves marinhas vindas do oceano. Pardelas-escuras se reúnem aos milhões, abrindo tocas no solo macio e turfoso das ilhas. Ao amanhecer, partem novamente em rotas antigas pela floresta até pontos de salto na copa, de onde seguem em direção ao mar para se alimentar dos cardumes de krill que viajam nas correntes.

Leões-marinhos da Nova Zelândia sobem regularmente às Ilhas Snares para descansar. Para esses mamíferos, a região funciona como um santuário pacífico, distante do caos das colônias de reprodução localizadas mais ao sul; representam um dos maiores carnívoros do sul do Oceano Pacífico.

Terça, 22/9

  • 21h30 — Criaturas do Grande Azul (estreia)
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  • 3h30 (para quarta, 23/9) — Reexibição

 

Domingo, 27/9

  • 20h30 — Criaturas do Grande Azul
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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.