Reino Unido emite alerta sobre pancreatite aguda relacionada a uso de canetas emagrecedoras

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A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) divulgou comunicado alertando profissionais de saúde e usuários de medicamentos agonistas de GLP-1 para o risco, embora incomum, de pancreatite aguda grave. Esses fármacos, administrados por meio de injeções conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras”, vêm sendo empregados tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto, em formulações específicas, na redução de peso.

Segundo a MHRA, a inflamação do pâncreas já é reconhecida como evento adverso pouco frequente desses remédios. Contudo, a agência avaliou necessário reforçar a orientação após registros de casos potencialmente graves. Os primeiros sinais da doença incluem dor abdominal intensa e contínua, que pode se irradiar para as costas, náuseas e vômitos. Caso não haja intervenção rápida, o quadro pode evoluir, aumentando o risco de complicações.

Alison Cave, diretora de Segurança da MHRA, afirmou que o índice de ocorrência é baixo, mas ressaltou a importância de médicos e pacientes permanecerem atentos aos sintomas. Ela enfatizou que, para a maioria dos usuários, os agonistas de GLP-1 permanecem seguros e demonstram benefícios claros quando prescritos adequadamente.

Entenda o uso dos agonistas de GLP-1

Os agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1) foram desenvolvidos para auxiliar no controle glicêmico de pessoas com diabetes tipo 2, estimulando a liberação de insulina e retardando o esvaziamento gástrico. Algumas versões, como semaglutida (comercializada como Wegovy e Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro), receberam também aprovação para manejo de obesidade, pois contribuem para a sensação de saciedade e a consequente perda de peso. Em determinados pacientes de alto risco, há ainda indicação para redução de eventos cardiovasculares.

Estudo da University College London, divulgado recentemente, calcula que aproximadamente 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia utilizaram esse tipo de caneta entre o início de 2024 e o início de 2025 com o objetivo principal de emagrecimento. O dado reforça a popularização do tratamento e, consequentemente, a necessidade de vigilância quanto aos efeitos adversos.

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Imagem: REUTERS/George Frey/File Photo

Para a MHRA, monitorar sinais precoces de pancreatite é fundamental para garantir a segurança do paciente. A agência recomendou que qualquer pessoa que apresente dor abdominal severa e persistente interrompa o uso do medicamento e procure avaliação médica imediata. Profissionais de saúde receberão orientações adicionais sobre a identificação e o manejo da condição, a fim de evitar evolução para casos graves.

Com informações de Agência Brasil

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