A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE), promoveu durante todo o mês de março uma série de atividades dedicadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero, da misoginia e do feminicídio no estado. As iniciativas integraram a campanha Advocacia por Elas e foram levadas a todas as regionais da entidade, com palestras, debates e atividades de conscientização voltadas tanto para advogadas e advogados quanto para a sociedade em geral.
Quem e o que
A vice-presidente da OAB/SE, Edênia Mendonça, destacou que, apesar de março ser simbólico, as ações devem ser permanentes. Segundo ela, a campanha ofereceu informação, apoio e acolhimento às mulheres na advocacia e à população, e serviu para reforçar a necessidade de fortalecer a rede de proteção e promover mudanças de mentalidade frente à violência de gênero.
Quando e onde
As atividades ocorreram ao longo de março em todas as regionais da OAB/SE e incluíram, entre outros eventos, a Caminhada Advocacia por Elas no Dia Internacional da Mulher e um encontro no plenário da instituição destinado aos colaboradores, com o objetivo de sensibilizar para a mudança cultural dentro e fora do ambiente institucional.
Como e por quê
Para a secretária-geral da OAB/SE, Andrea Leite, as ações de março demonstram que informação pode se converter em prevenção e ressaltam a importância de tratar respeito, igualdade e direitos de modo contínuo, já que a violência contra a mulher é um problema social. Laila Leandro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB/SE (CDDM), afirmou que o trabalho não se limita ao calendário do mês e que a entidade seguirá atuante na defesa das mulheres, chamando especialmente os homens a integrarem essa transformação cultural.
Programa “Antes que Aconteça” e cooperação
Inspirada no programa nacional e no Projeto de Lei 6674/25, que institui o programa Antes que Aconteça, a OAB/SE prepara um Termo de Cooperação para implementar a iniciativa em Sergipe. A proposta prevê a articulação entre instituições, entidades e o poder público em um pacto estadual de prevenção à violência contra a mulher, alinhado ao compromisso do Conselho Federal da OAB com o pacto nacional e à parceria com órgãos como o Ministério Público, universidades, prefeituras, a FAMES e o Governo do Estado.
Rose Morais, secretária-geral do Conselho Federal da OAB, ressaltou que além de medidas punitivas é preciso investir em educação e enfrentar as raízes culturais do machismo para encontrar soluções efetivas.
Política institucional
A OAB/SE formalizou o compromisso com a defesa das mulheres pela Resolução nº 04/2026, que institui a equidade de gênero como política institucional obrigatória, com ações de capacitação, acolhimento, combate ao assédio, apoio à maternidade, produção de dados e promoção da liderança feminina na advocacia.
A entidade também chamou atenção para os casos de feminicídio registrados em Sergipe durante o mês de março, indicando a urgência de medidas integradas de proteção, aplicação rigorosa da legislação e ações educativas para enfrentar a misoginia e o machismo.
Com informações de Oabsergipe.org




