No Huse, segundos definem vidas na ala vermelha de alta complexidade

William Kevim
4 Min Leitura

No Hospital de Urgências de Sergipe, equipes multiprofissionais travam diariamente uma corrida contra o tempo para salvar pacientes em estado crítico. Decisões tomadas em minutos podem mudar completamente o prognóstico de quem chega à ala vermelha.

No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), o relógio não é apenas um marcador de tempo — é um elemento decisivo entre a vida e a morte. Referência estadual em alta complexidade, o hospital mantém equipes multiprofissionais em ritmo intenso nas alas vermelha e amarela, onde pacientes em estado crítico exigem respostas imediatas, precisas e coordenadas.

O fluxo é ininterrupto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chega de forma contínua trazendo vítimas de traumas, acidentes, infartos, AVCs e outras emergências graves. Ao dar entrada no hospital, cada paciente passa por avaliação imediata e é direcionado conforme o grau de risco — um processo que não admite hesitação e exige decisões em poucos minutos.

Na linha de frente desse atendimento está o médico especialista em Medicina de Emergência e responsável pelos pacientes críticos do Huse, Edvaldo dos Santos. Ele define com precisão o que caracteriza a ala vermelha. “A ala vermelha é destinada aos pacientes em situação de risco iminente de morte ou com potencial de rápida deterioração clínica. São casos como insuficiência respiratória, choque circulatório, grandes traumas, AVC, infarto e sepse grave. É onde concentramos os pacientes mais críticos do Estado, que precisam de intervenção imediata e monitorização contínua”, explicou.

Para o médico, os primeiros minutos são determinantes para o desfecho clínico. A atuação precisa ser rápida, mas ao mesmo tempo coordenada. “Nos primeiros minutos, avaliamos vias aéreas, respiração e circulação, iniciando suporte ventilatório, medicações e intervenções necessárias. Em Medicina de Emergência, tempo e decisão caminham juntos, e isso pode mudar completamente o prognóstico do paciente”, afirmou Edvaldo dos Santos.

Um caso em particular marcou a trajetória profissional do médico e ilustra com clareza o impacto dessa agilidade. “Tivemos um paciente com infarto agudo do miocárdio complicado por choque cardiogênico. Ele chegou em estado crítico e foi imediatamente reconhecido. Houve estabilização na ala vermelha e encaminhamento rápido à hemodinâmica. A agilidade da equipe e a integração com o Samu foram fundamentais para que ele sobrevivesse e pudesse retornar à família”, relatou.

A complexidade se multiplica quando múltiplos pacientes graves chegam ao mesmo tempo. Nesses momentos, organização e trabalho em equipe se tornam ainda mais decisivos. “Nessas situações, utilizamos classificação de risco e priorização. Cada profissional sabe sua função, e o atendimento acontece de forma simultânea e coordenada. A comunicação entre as equipes é essencial para garantir que ninguém fique sem o suporte necessário”, completou o médico. No Huse, a estrutura organizada e as decisões tomadas em segundos seguem sendo o que transforma chances em vidas salvas.

Fonte: Saúde – Sergipe

Compartilhe essa Notícia
William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.