A viagem ocorreu em janeiro de 2025, com familiares e o advogado Willer Tomaz a bordo. A aeronave também transportou Alexandre de Moraes em outra ocasião, segundo apuração jornalística.
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro viajou no avião de Daniel Vorcaro em janeiro de 2025, no retorno dos Estados Unidos para Brasília. A informação foi divulgada por apuração jornalística e traz detalhes sobre a composição da comitiva e a propriedade da aeronave.
Segundo a apuração, a aeronave teria sido a mesma que transportou o ministro Alexandre de Moraes em agosto do ano passado. Além do político, estavam a família e o advogado Willer Tomaz, identificado como um dos investigados pela operação Sem Desconto da Polícia Federal, que apura desvios nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS.
Também consta na apuração que Willer Tomaz é dono de uma das três cotas do avião. A reportagem levantou ainda que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, chegou a negociar a compra de uma das cotas, mas a negociação não se concretizou, segundo a mesma apuração.
Na rede social X, Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem sobre a viagem. Foi essa a única manifestação pública dele sobre o episódio até o momento.
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”
O texto acima foi publicado na rede social X e, conforme informado pelo próprio político, trata-se da única declaração pública sobre o caso até o momento. A apuração relaciona o deslocamento de janeiro de 2025 às viagens anteriores feitas pela mesma aeronave, incluindo o transporte do ministro mencionado em agosto do ano passado.
O advogado Willer Tomaz é apontado na apuração como um dos três cotistas da aeronave; ele também figura como investigado na operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostos desvios nas folhas de pagamento de beneficiários do INSS. O episódio coloca novamente em evidência a conexão entre deslocamentos públicos e a propriedade de aeronaves por terceiros ligados a agentes públicos ou investigados.
O texto informa ainda que foram feitas tentativas de contato com o escritório de Willer Tomaz para esclarecer os fatos. Nós questionamos o escritório e aguardamos uma resposta.
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