Brasil abre mercado da EFTA para ampliar exportações e investimentos

Robson Alves
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Decreto presidencial concluiu a internalização do tratado entre Mercosul e EFTA. A medida prevê ampliar comércio e investimentos com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) foi promulgado nesta sexta-feira (25) pelo Decreto Presidencial nº 13.126, publicado no Diário Oficial da União. O decreto conclui o processo de internalização do tratado no Brasil, segundo o Executivo, e estabelece compromissos para ampliar os fluxos de comércio e investimentos entre os países dos dois blocos.

Blocos envolvidos

EFTA

  • Islândia
  • Liechtenstein
  • Noruega
  • Suíça

Mercosul

  • Brasil
  • Argentina
  • Bolívia
  • Paraguai
  • Uruguai
  • Venezuela (suspensa desde 2017)

O texto jurídico do decreto estabelece que o acordo entrará em vigor no Brasil a partir do dia 1º de outubro de 2026, data a partir da qual as disposições previstas passarão a produzir efeitos no comércio entre os países signatários.

Principais pontos do acordo

  • Redução de barreiras técnicas: medidas que reduzirão obstáculos regulatórios considerados desnecessários para o comércio.
  • Sanidade e fitossanidade: simplificação de exigências sanitárias e fitossanitárias para facilitar o fluxo de mercadorias.
  • Facilitação aduaneira: procedimentos aduaneiros mais ágeis para acelerar importações e exportações.
  • Acesso a compras governamentais: maior participação de empresas dos blocos em mercados de compras públicas.
  • Propriedade intelectual: regras sobre proteção de direitos de propriedade intelectual.
  • Desenvolvimento sustentável e meio ambiente: compromissos relacionados à proteção ambiental e à biodiversidade.
  • Direitos humanos: cláusulas que abordam aspectos de direitos humanos no contexto das relações comerciais.
  • Indicações geográficas: reconhecimento e proteção para produtos vinculados a regiões de origem.

O acordo foi assinado em 16 de setembro de 2025. As negociações entre os dois blocos foram concluídas em 2025, após dez rodadas iniciadas em 2017, conforme informado pelo Executivo. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em junho de 2026 e ratificado pelo governo brasileiro em julho de 2026.

“Para o Brasil, o acordo amplia as possibilidades de entrada de produtos nacionais nos mercados dos países da EFTA e cria condições para o aumento dos fluxos de comércio e investimentos”, informou a Presidência da República.

Com a promulgação, o Estado brasileiro define a incorporação do tratado ao ordenamento jurídico nacional, mantendo as obrigações e os prazos previstos no texto. A expectativa apresentada pelas autoridades é de que o acordo facilite a movimentação de bens e serviços, aumente oportunidades de exportação e gere maior previsibilidade para investidores dos dois blocos.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.