Bolsonaro nega crime em depoimento sobre arma apreendida em blitz

Rafael Ramos
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Sob prisão domiciliar, o ex-presidente depôs à Polícia Civil do DF sobre arma recolhida em abordagem. Defesa garante: não houve intenção de descumprir a lei.

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em um inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz. Durante seu depoimento, realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, ele afirmou que não houve intenção de descumprir a lei.

O advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento, confirmou que Bolsonaro pediu ajuda a um de seus seguranças para consertar a arma, após perceber que ela não estava funcionando corretamente.

Em uma postagem nas redes sociais, Bueno destacou: “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”. Ele ainda descreveu o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro também informou que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana anterior.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, está devidamente registrada e, como não houve determinação para o cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, finalizou o advogado.

A apreensão da arma ocorreu no dia 15 de junho, quando um carro foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, uma região administrativa do DF. Durante a blitz, foi encontrado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista do veículo foi levado a uma delegacia, onde declarou que a arma lhe foi entregue devido a uma pane.

O ministro Alexandre de Moraes, ao intimar a defesa para prestar esclarecimentos, questionou o motivo pelo qual, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo na arma.

Moraes deve anunciar sua decisão nesta quinta-feira (25) sobre a manutenção da prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista e está cumprindo prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.