O Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, vinculado à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), promoveu na última quarta-feira, 25, o primeiro encontro entre bebês com síndrome de Down, seus familiares e a equipe multidisciplinar da unidade. A iniciativa marcou as comemorações pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, e buscou oferecer orientações sobre saúde, direitos e inclusão.
De acordo com a gerente do ambulatório, Glória Barros, o serviço acompanha atualmente cerca de 20 crianças com a trissomia do 21. “Muitas mães desconhecem benefícios garantidos por lei, como isenção de impostos na compra de veículos ou o direito de matrícula sem restrições em escolas. Nosso objetivo é garantir que elas se sintam apoiadas e bem-informadas”, declarou.
Orientação especializada
Profissionais que atuam diariamente no atendimento aos pacientes participaram das rodas de conversa. A nutricionista Míriam Duarte alertou que o acompanhamento alimentar deve considerar possíveis distúrbios metabólicos, problemas da tireoide ou cardiopatias. “Recomendamos dieta equilibrada, rica em fibras, vitaminas e gorduras de boa qualidade, além do controle de calorias para favorecer crescimento saudável”, explicou.
A cardiologista Viviane Paixão lembrou que mais da metade dos recém-nascidos com a síndrome apresentam algum tipo de cardiopatia congênita. “Quando há suspeita de trissomia ainda no pré-natal, o feto deve ser encaminhado para avaliação cardíaca. Na maioria dos casos, a cirurgia é necessária antes do sexto mês de vida, por isso é fundamental manter o pré-natal em dia”, ressaltou.
Depoimentos das famílias
Entre as participantes esteve Andressa Santos Silva, mãe de Maria Alice, 1 ano. Ela destacou a importância do ambulatório para o desenvolvimento da filha. “Aqui ela é acompanhada por pediatra, cardiologista, neurologista e fisioterapeuta. O suporte é completo”, relatou.
Rosângela Santos Souza, mãe do pequeno Antônio Samuel, de 8 meses, também participou do encontro. Prematuro e com diagnóstico de síndrome de Down, o bebê aguarda cirurgia cardíaca. “Trago meu filho há cinco meses e percebo a evolução dele. Além do excelente atendimento, ainda temos momentos de descontração com os Palhaços de Propósitos”, afirmou.
Durante o evento, as famílias receberam orientações sobre inclusão escolar, direitos sociais e acesso a serviços públicos. Atividades lúdicas, conduzidas pelos voluntários do grupo de palhaçaria hospitalar, completaram a programação e reforçaram o acolhimento às crianças.
Segundo a direção do ambulatório, a experiência será repetida em outras datas comemorativas relacionadas à deficiência, consolidando um espaço de troca de informações e fortalecimento dos vínculos entre equipe e usuários.
Com informações de Saude.se.gov
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