A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) promoveu, na quarta-feira, 25 de outubro, a Oficina Presencial do Telenordeste. O encontro reuniu gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de diversos municípios no intuito de qualificar o uso da telessaúde e tornar mais ágil o encaminhamento de pacientes a especialistas.
Organizada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e pela Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), a programação compreende quatro oficinas distribuídas em dois dias. Durante as atividades, os participantes compartilham experiências, recebem capacitação prática sobre a plataforma digital e alinham procedimentos para fortalecer a resolutividade na APS.
Engajamento das equipes
Para a médica Rayssa Didou, referência técnica do Telenordeste na Diretoria da Atenção Primária à Saúde (Daps), a iniciativa mantém o projeto ativo em um contexto de alta rotatividade de profissionais. “A presença da equipe do Hospital Alemão Oswaldo Cruz no estado possibilita capacitações regulares, indispensáveis para que o serviço esteja cada vez mais presente na rotina das unidades básicas”, afirmou.
Didou ressaltou ainda que o domínio das ferramentas disponíveis contribui para reduzir filas e otimizar recursos. “Quando o profissional utiliza a plataforma com segurança, o paciente acessa a assistência especializada com mais rapidez, muitas vezes sem sair da própria comunidade”, destacou.
Responsável técnico pelo projeto no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o enfermeiro André Martins reforçou a importância da parceria com a Funesa. Segundo ele, o trabalho conjunto facilita a organização das ações e a expansão do Telenordeste em Sergipe, refletindo diretamente na melhoria do acesso da população a consultas e discussões clínicas especializadas.
Percepção nos municípios
A médica Vívian Maria Santos, que atua em Siriri, observou que a oficina aprofunda o vínculo dos profissionais com o programa. “É um momento valioso tanto para quem está conhecendo quanto para quem já usa a ferramenta. Vemos na prática como o sistema encurta o tempo de espera por especialistas e qualifica o cuidado”, comentou.
Ela acrescentou que a telessaúde humaniza o atendimento ao evitar deslocamentos desnecessários e envolver o paciente em todo o processo. “O usuário recebe orientações em tempo real ou em discussões de caso, o que traz mais segurança para todos”, completou.
Como funciona o Telenordeste
O acesso ocorre a partir das Unidades Básicas de Saúde. Sempre que o profissional de Atenção Primária identifica necessidade de avaliação especializada, aciona a plataforma para teleconsultorias ou teleinterconsultas. O atendimento pode ser síncrono, com interação em tempo real, ou assíncrono, sem a presença simultânea do paciente.
Com o suporte remoto de especialistas, muitos casos são resolvidos na própria unidade, reduzindo encaminhamentos presenciais, tempo de espera e custos com deslocamento. Dessa forma, a SES busca tornar o cuidado mais eficiente e ampliar a cobertura de serviços especializados no estado.
Com informações de Saude.se.gov
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