Uma ação conjunta da Polícia Civil, da Polícia Científica e da concessionária Energisa identificou, na manhã desta quarta-feira (25), ligações clandestinas de energia elétrica nos municípios de Itabaiana e Campo do Brito, no Agreste de Sergipe. Três pessoas foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos.
As equipes visitaram pontos anteriormente sinalizados pelos sistemas de monitoramento da companhia elétrica, que detectaram consumo incompatível com a atividade exercida nos imóveis. Durante a vistoria, peritos confirmaram desvios na rede e «gatos» instalados diretamente nos cabos de distribuição, impedindo a medição correta do gasto.
Em Itabaiana, a irregularidade foi constatada em uma fazenda. Já em Campo do Brito, os técnicos localizaram fraudes em um bar e em residências próximas. Todo o material suspeito foi apreendido para análise pericial, e os responsáveis pelos endereços foram levados à unidade policial local.
Segundo a Energisa, operações desse tipo são realizadas diariamente em todo o estado com o apoio de ferramentas de inteligência. De janeiro até o momento, mais de 800 casos de furtos ou fraudes de energia foram identificados dentro da área de concessão da empresa.
O coordenador das equipes de campo da distribuidora, Francis Guimarães, ressaltou que a prática provoca prejuízos coletivos. “O furto de energia compromete a qualidade do fornecimento, sobrecarrega a rede, causa oscilações de tensão, pode danificar equipamentos e ainda representa risco à segurança da população e de quem realiza a ligação clandestina”, afirmou.
Como denunciar
Furtar ou adulterar medidores de eletricidade configura crime previsto no Código Penal, sujeito a pena de até quatro anos de reclusão, além de multa. A Energisa orienta que denúncias sejam feitas de forma anônima pelos seguintes canais:
- Aplicativo Energisa On;
- WhatsApp Gisa: (79) 98101-0715;
- Site servicos.energisa.com.br.
Os suspeitos permanecem à disposição da autoridade policial, que dará sequência ao inquérito para apurar as responsabilidades criminais e civis pelos danos causados.
Com informações de Infonet
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