Decisão foi assinada pela juíza Brígida Declerc Fink
O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe indeferiu a candidatura de Ricardo Marques (PL) ao Governo do Estado em 30 de setembro, decisão que antecedeu o apoio dele a Valmir de Francisquinho.
Ricardo Marques (PL) declarou apoio a Valmir de Francisquinho na disputa pelo Governo de Sergipe, em live realizada no Instagram na noite desta quinta-feira, 1º. A votação do primeiro turno acontece no domingo, 4.
Por que a candidatura caiu
O anúncio veio depois de o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe indeferir a candidatura dele, em 30 de setembro, em decisão assinada pela juíza Brígida Declerc Fink. A medida foi tomada um dia após a homologação da renúncia do candidato a vice-governador, o empresário Érico Menezes.
A legislação eleitoral trata a chapa majoritária como indivisível, o que inviabilizou a manutenção da candidatura apenas com o cabeça de chapa. A substituição do vice também não era possível: o prazo legal havia terminado em 14 de setembro, 20 dias antes da eleição. Em 29 de setembro, Ricardo Marques ainda afirmava publicamente que manteria a candidatura.
Ao comentar a aliança, Valmir de Francisquinho destacou a adesão. “O apoio de Ricardo Marques é muito bem-vindo. Ricardo demonstra coragem, compromisso com o povo de Sergipe e uma indignação legítima com os problemas que nossa população enfrenta diariamente, como a falta de água e o descaso com os trabalhadores. Unir nossas forças fortalece a caminhada por um estado mais justo e eficiente”, afirmou. Segundo o material divulgado pela campanha, os dois mantêm discurso alinhado de oposição à atual gestão estadual, com convergência em temas como o abastecimento de água, a educação pública e a valorização dos servidores.
Na véspera do anúncio, o ex-candidato a vice Érico Menezes havia dito, em entrevista à Rádio Metropolitana, que Valmir de Francisquinho teria afirmado a ele, por telefone, que já havia um entendimento com Ricardo Marques. À época, o relato não tinha confirmação dos citados.
Érico Menezes apresentou versões diferentes para a saída. Em nota nas redes sociais, atribuiu a decisão à condição de saúde da esposa. No documento enviado à Justiça Eleitoral, alegou divergências quanto à finalidade da candidatura. O material da campanha de Valmir afirma que bastidores políticos apontaram a renúncia como fruto de uma articulação para desestabilizar a chapa, sem nomear os envolvidos nem apresentar documentos.
Com informações da assessoria e de agências
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