Presidente enviará a Donald Trump dados do Inpe sobre a redução da devastação na floresta. Lula afirma que o tema foi usado pelos EUA para justificar tarifas contra o Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste sábado (8), que irá enviar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as informações mais recentes sobre a redução do desmatamento na Amazônia.
Durante um encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Taboão da Serra, Lula destacou que um dos argumentos utilizados pelo governo americano para justificar a imposição de tarifas ao Brasil foi o desmatamento ilegal.
Recentemente, dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostraram que o desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Este é o menor índice desde 2016, quando a série histórica começou.
O presidente enfatizou sua intenção de documentar esses números e enviá-los a Trump, a fim de esclarecer a situação real sobre as práticas de preservação ambiental no Brasil.
“Fiz questão de tirar fotografia dos números porque, para os Estados Unidos, nesse novo tarifaço que fizeram para o Brasil, um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump. Pra ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade.”
A redução do desmatamento na Amazônia, conforme os dados apresentados, contrasta com os argumentos utilizados pelo governo Trump para justificar as taxas impostas ao Brasil. Isso levanta discussões sobre a veracidade das informações que fundamentaram tais decisões.
O encontro em Taboão da Serra também serviu como um espaço para Lula reforçar a importância da preservação ambiental e o compromisso do Brasil em combater o desmatamento, especialmente em um momento em que as relações internacionais estão sob escrutínio.
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