Lacen monitora aumento de casos de esporotricose em Sergipe

William Kevim
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O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), que é gerido pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), revelou um aumento significativo nos casos de esporotricose no estado. Desde 2023, foram realizados 96 exames laboratoriais em humanos, dos quais 57 apresentaram resultados positivos. Entre 2024 e 2026, foram registrados 53 casos positivos, destacando a importância da vigilância e do acesso ao diagnóstico adequado.

O Lacen é um ponto de referência para o diagnóstico e monitoramento da esporotricose, recebendo amostras de todos os 75 municípios sergipanos com suspeitas clínicas da doença. O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, enfatiza que o fluxo de atendimento começa nas unidades de saúde locais. “Todas as unidades de saúde podem fazer a coleta do material de amostra e enviar para o Lacen. Quanto mais diagnósticos, maior nossa vigilância, tanto epidemiológica quanto laboratorial. É importante que o diagnóstico seja feito com antecedência, para que sejam tomadas medidas de saúde pública e realizado o tratamento correto para as pessoas afetadas”, explica.

A esporotricose é uma doença infectocontagiosa que pode afetar tanto humanos quanto animais, como cães e gatos. O fungo causador da doença habita o solo, palhas, vegetais e madeiras, sendo transmitido por materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Além disso, animais contaminados, especialmente gatos, podem transmitir a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada.

Nos humanos, a esporotricose se manifesta por meio de lesões na pele que iniciam como um pequeno caroço vermelho e podem se transformar em feridas. Geralmente, essas lesões aparecem nos braços, pernas ou rosto, formando uma fileira de nódulos e feridas. A doença pode afetar a pele e os vasos linfáticos próximos à lesão, e em casos mais graves, pode atingir ossos, pulmões e articulações. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão, especialmente em locais com frequente contato entre pessoas e animais infectados.

Além das amostras humanas, o Lacen também realiza análises laboratoriais em animais suspeitos da doença. Desde 2022, foram realizados 446 exames em animais, com 250 resultados positivos. Aracaju destaca-se com a maior parte dos registros (148), seguido por Barra dos Coqueiros (36) e Nossa Senhora do Socorro (35), evidenciando a necessidade de monitoramento dos gatos.

Para fortalecer a vigilância, o Lacen promove capacitações contínuas para profissionais de saúde nos municípios, ensinando sobre coleta, acondicionamento e envio de amostras, o que contribui para uma rede de vigilância laboratorial mais robusta em Sergipe.

Fonte: Saúde – Sergipe

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.