Fiocruz mantém alerta para aumento de síndromes respiratórias graves em 18 estados e no DF

Portal de Notícias Foco SE
4 Min Leitura

Fiocruz mantém alerta sobre SRAG e recomenda vacinação para grupos de risco

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que 18 estados, além do Distrito Federal, seguem em situação de alerta, risco ou alto risco para ocorrência de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG). O boletim InfoGripe, divulgado pela instituição, aponta que 13 dessas unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, com destaque preocupante para os estados de Mato Grosso e Maranhão.

Além desses locais, Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, que já aparecem no patamar de risco nas últimas semanas, podem progredir para um cenário mais grave, segundo o relatório.

Em nível nacional, a Fiocruz observa uma tendência de estabilidade em prazo mais longo, e os pesquisadores registram interrupção do crescimento ou queda das ocorrências em alguns pontos do país, sobretudo em casos relacionados à influenza A e ao rinovírus. Ainda de acordo com o boletim, influenza A e rinovírus foram responsáveis por mais de 70% dos casos com diagnóstico positivo para alguma infecção viral nas últimas semanas.

SRAG é caracterizada pela piora de um quadro gripal — febre, coriza e tosse — que evolui para dificuldade respiratória e requer hospitalização. Embora vírus sejam os principais desencadeadores, o agente nem sempre é identificado por exames.

Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas oferecidas pelo SUS: Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em curso em todo o país, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. A vacina contra a covid-19 deve ser aplicada em bebês aos 6 meses e reforços periódicos são indicados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossupressão e outros grupos vulneráveis.

Desde o ano passado o Ministério da Saúde também passou a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes, com o objetivo de proteger recém-nascidos — principais vítimas do vírus que causa bronquiolite.

A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo Boletim InfoGripe e vinculada ao Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressaltou que a vacinação é a principal medida para reduzir casos graves e óbitos, e recomendou que pessoas em grupos de maior risco e profissionais expostos busquem a imunização o quanto antes. Ela também orientou que indivíduos com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em isolamento; se for necessário sair, que utilizem máscara adequada.

Este ano foram notificados 31.768 casos de SRAG no Brasil. Cerca de 13 mil desses casos obtiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório: 42,9% foram por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por covid-19 e 1,5% por influenza B.

O país registrou 1.621 óbitos por SRAG até o momento neste ano, dos quais 669 tiveram exame laboratorial positivo. Entre esses casos com confirmação, a covid-19 respondeu por 33,5% dos óbitos; influenza A, por 32,9%; rinovírus, por 22,7%; vírus sincicial respiratório, por 4,8%; e influenza B, por 2,8%.

As autoridades de saúde e pesquisadores reforçam, conforme o boletim, a importância da vacinação e de medidas de prevenção para reduzir internações e mortes por síndromes respiratórias graves.

Com informações de Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Conta institucional do Foco SE. Assina as matérias produzidas ou editadas pela equipe do portal, quando não há assinatura individual. Correções, complementações e pedidos de direito de resposta podem ser enviados para contato@focose.com.br e são publicados com o mesmo destaque da matéria original, nos termos da Lei nº 13.188/2015.