Um homem foi detido na última segunda-feira (9) no centro de Lagarto, região agreste de Sergipe, após, segundo a Polícia Militar, fugir de uma abordagem e ser perseguido por viaturas. Ele é suspeito de agredir a própria companheira pouco antes da intervenção policial.
De acordo com o 7º Batalhão da PM, a corporação recebeu um chamado informando que uma mulher estaria sendo espancada dentro de uma residência. Quando a guarnição chegou ao endereço indicado, nenhum dos envolvidos foi localizado.
Alguns minutos depois, a vítima compareceu à sede do batalhão visivelmente abalada. Aos policiais, contou que o companheiro havia aguardado a sua saída de um curso profissionalizante e passou a segui-la de motocicleta. Ainda segundo o depoimento, o homem fazia ameaças enquanto trafegava nas proximidades da unidade militar.
Diante do relato, a equipe iniciou buscas pela região central da cidade. Os agentes avistaram o suspeito, mas ele teria acelerado a motocicleta ao perceber a aproximação da viatura, dando início a uma breve perseguição pelas ruas do entorno. O homem acabou interceptado e detido sem ferimentos.
Após a captura, o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Lagarto, onde o caso foi registrado. A vítima também foi encaminhada à unidade policial para formalizar a queixa e passar por avaliação médica, já que apresentava sinais de abalo emocional.
Até o momento, a Polícia Militar não divulgou detalhes sobre a possível arma utilizada nas ameaças ou se o agressor possuía histórico de violência doméstica. O nome do detido não foi revelado em razão da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019), que proíbe a exposição de suspeitos antes de decisão judicial.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá colher novos depoimentos e reunir elementos que confirmem as agressões relatadas. A mulher recebeu orientação sobre as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e foi liberada após prestar esclarecimentos.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e poderá responder por lesão corporal, ameaça e descumprimento da legislação que combate a violência doméstica.
Com informações de A8se
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