Usina solar economiza R$ 5 mi e abastece 19 creches em Niterói

Rafael Ramos
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Inaugurada no Morro do Boa Vista, a usina ocupa 36 mil m² e gera 150 mil kWh por mês. O investimento de R$ 7 milhões já projeta economia de R$ 5 milhões para o município.

No alto do Morro do Boa Vista, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, uma nova usina solar foi inaugurada recentemente. Este projeto, que ocupa uma área de 36 mil metros quadrados, equivalente a cerca de cinco campos de futebol, promete transformar a paisagem local e trazer economia significativa para a cidade.

A usina, que representa um investimento de R$ 7 milhões, já é vista como um marco de eficiência. Com a instalação de mais de 2 mil módulos fotovoltaicos, a expectativa é que a geração mensal atinja cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh). Essa energia será utilizada para abastecer 19 creches, contribuindo para a melhoria da infraestrutura educacional da região.

Além dos benefícios energéticos, o projeto inclui intervenções importantes na comunidade, como a recuperação da vegetação e a implementação de sistemas de drenagem e captação de água da chuva. O sistema de reaproveitamento, com capacidade para armazenar até 30 mil litros, poderá ser utilizado para a limpeza das placas solares e em ações de combate a incêndios, além de ajudar na prevenção de erosões nas encostas.

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Se o projeto-piloto for bem avaliado, há a possibilidade de que essa iniciativa seja expandida para outras comunidades de Niterói. Para o professor Lino Marujo, da UFRJ, o projeto pode servir como modelo para outras cidades, unindo geração de energia renovável e práticas sustentáveis. Ele destaca que essa abordagem não apenas traz benefícios ambientais, mas também pode gerar empregos e disseminar conhecimento em tecnologias sustentáveis na região.

“Essa iniciativa combina no mesmo projeto geração de energia renovável, captação de recursos hídricos e redução de riscos de deslizamentos”, avalia o professor.

O crescimento da energia solar na matriz elétrica do Brasil é notável. De 2024 para 2025, essa fonte de energia foi a que mais cresceu, com um aumento de 24,7%, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em 2025, a energia solar ocupou a terceira posição no ranking das fontes de geração elétrica, representando 11,4% do total, atrás somente das hidrelétricas e da energia eólica.

O avanço da energia solar é visto como uma alternativa promissora em um país com grande potencial solar, e projetos como o de Niterói podem ser o caminho para um futuro mais sustentável e eficiente.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.