TSE desmente boato sobre satélites e divulgação dos resultados eleitorais

Claudio Vasconcelos
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Tribunal afirma que empresa foi contratada por licitação para levar conexão a áreas isoladas. Tecnologia não interfere na apuração nem ameaça a soberania nacional.

A Justiça Eleitoral desmentiu um vídeo que circula nas redes sociais e que atribuía a uma empresa estrangeira a responsabilidade pela divulgação dos resultados das urnas, afirmando que isso colocaria o processo eleitoral e a soberania do país em risco.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma empresa de comunicação via satélite foi contratada, por licitação, para fornecer a tecnologia em locais do país que não contam com infraestrutura convencional de comunicação de dados. O contrato foi pensado para atender áreas isoladas, como aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas.

O TSE informou que o sistema vai permitir o envio seguro dos arquivos gerados pelas urnas eletrônicas de forma criptografada e totalmente sigilosa, sem que haja qualquer interferência externa no conteúdo ou na apuração dos votos.

Em nota, o Tribunal ressaltou que o contrato com a empresa se limita ao fornecimento de conexão física nessas localidades isoladas, sem qualquer acesso, interferência ou controle sobre a apuração, a totalização ou o conteúdo dos votos.

A contratação, ainda de acordo com o TSE, foi analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou a licitação regular e manteve seus efeitos.

Distribuição dos terminais

  • Amazonas
  • Pará
  • Acre
  • Roraima
  • Maranhão

Total de terminais

  • 1.113 terminais de satélite (até)

A Justiça Eleitoral destacou ainda que o sistema de votação brasileiro usa criptografia de ponta, o que torna inviável qualquer invasão, acesso não autorizado ou alteração dos resultados. Conforme o TSE, essa camada de segurança atua sobre os arquivos gerados pelas urnas eletrônicas e sobre os canais de envio utilizados nas áreas onde a conexão convencional não está disponível.

Além disso, o tribunal afirmou que todo o processo eleitoral conta com fiscalização ampla, com a participação de diversas entidades e do Ministério Público, mecanismo que contribui para a transparência e verificação das etapas de votação e apuração.

O esclarecimento do TSE busca afastar a versão divulgada no vídeo ao esclarecer o alcance do contrato de conectividade e reafirmar que a responsabilidade pela apuração e totalização dos votos permanece sob o controle das instâncias eleitorais e dos sistemas de segurança já estabelecidos.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.