Uma mulher investigada por perseguir a ex-companheira após o término do relacionamento foi presa preventivamente na Grande Aracaju. A detenção foi executada por equipes da Delegacia Especializada em Crimes Homofóbicos, Racismo e Intolerância Religiosa e tornou-se pública nesta terça-feira (27).
De acordo com informações levantadas no inquérito, a suspeita teria iniciado a perseguição logo depois da separação. As investigações apontam que ela passava a frequentar os mesmos locais que a vítima, acompanhando a rotina diária tanto na residência quanto no ambiente de trabalho. Além da presença constante, a mulher realizava contatos insistentes, considerados indesejados, por diferentes meios de comunicação.
A vítima relatou ainda que teve quantias em dinheiro e objetos furtados de dentro do próprio veículo. Esses episódios teriam ocorrido no período em que a ex-companheira já vinha sendo monitorada pela suspeita.
Diante dos fatos narrados, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência. Entre as determinações estava o afastamento imediato da investigada, que deveria manter distância mínima previamente estipulada e cessar qualquer forma de contato. Mesmo após a notificação judicial, a suspeita teria descumprido as ordens, mantendo a perseguição e, segundo o apurado, ampliando a frequência das abordagens.
Com o descumprimento reiterado das medidas, a autoridade policial solicitou ao Poder Judiciário a conversão da investigação em prisão preventiva, pleito que foi deferido. A ordem foi cumprida por agentes da Delegacia Especializada, responsável por apurar crimes vinculados a homofobia, racismo e intolerância religiosa, no âmbito da Segurança Pública de Sergipe.
Imagem: Reprodução/SSP
Após a captura, a mulher foi conduzida a uma unidade policial da região metropolitana de Aracaju, onde passou pelos procedimentos de praxe. Em seguida, ficou à disposição do juízo competente, que deverá definir os próximos passos do processo criminal.
A Polícia Civil orienta vítimas de perseguição, ameaças ou qualquer forma de violência a registrarem boletim de ocorrência e solicitarem apoio para que providências sejam tomadas de forma célere.
Com informações de A8se
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