SUS começa a imunizar bebês prematuros contra bronquiolite em todo o país

Claudio Vasconcelos
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O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, a partir deste mês, a vacina contra bronquiolite para bebês prematuros e crianças com comorbidades até dois anos de idade. O imunizante utilizado é o nirsevimabe, anticorpo monoclonal desenvolvido para ampliar a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite.

De acordo com o Ministério da Saúde, o nirsevimabe garante proteção imediata ao organismo, dispensando a necessidade de estimular a produção de anticorpos pelo próprio sistema imunológico do bebê. A pasta classifica como prematuros os bebês nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas.

O público-alvo inclui ainda crianças com doenças pulmonares crônicas da prematuridade, cardiopatias congênitas, anomalias nas vias aéreas, doenças neuromusculares, fibrose cística, imunossupressão grave — de origem inata ou adquirida — e síndrome de Down. O calendário prevê a aplicação do anticorpo em serviços de referência da rede pública.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. “A entrega garante cobertura aos grupos mais vulneráveis antes do período de maior circulação do VSR”, afirmou.

O SUS também oferta a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, estratégia que protege os recém-nascidos desde o momento do parto. Dados do ministério indicam que o VSR responde por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.

O painel de vigilância da pasta registrou, entre 1º de janeiro e 22 de novembro de 2025, 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo VSR. Desse total, mais de 35,5 mil internações — o equivalente a 82,5% — ocorreram em crianças com menos de dois anos.

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Imagem: João Risi/MS

Especialistas lembram que a bronquiolite, na maioria das vezes, resulta de infecções virais e não possui tratamento específico. A conduta médica concentra-se em alívio de sintomas, com terapia de suporte, suplementação de oxigênio quando necessária, hidratação adequada e uso de broncodilatadores para reduzir chiados e facilitar a respiração.

Com a inclusão do nirsevimabe na rotina do SUS, o governo espera reduzir internações e complicações associadas ao VSR, sobretudo nos períodos de maior circulação do vírus, que costumam coincidir com os meses mais frios em diferentes regiões do país.

Com informações de Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.