O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, o maior volume já registrado em um único ano. O resultado foi divulgado e comemorado pelo governo federal nesta sexta-feira (6), durante evento em Salvador, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Foram 14 milhões de cirurgias no ano passado porque estamos dispostos a acabar com a fila e fazer com que o povo pobre seja respeitado neste país”, afirmou Lula. O total ultrapassa o recorde anterior, registrado em 2024, quando 13,6 milhões de procedimentos foram realizados.
Padilha atribuiu o crescimento ao programa Agora Tem Especialistas, que atualizou a tabela de pagamentos da pasta. Segundo o ministro, a nova remuneração, superior à antiga tabela do SUS, motivou estados, municípios, hospitais filantrópicos e unidades privadas conveniadas a ampliar a oferta de vagas cirúrgicas.
Expansão da atenção hospitalar e primária
De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão nacional é distribuir 150 combos cirúrgicos destinados à assistência hospitalar e outros 10 mil combos para reforçar a atenção básica, elevando a capacidade de resolução da Atenção Primária.
Na Bahia, palco do anúncio, o governo federal entregou 1.030 combos de equipamentos voltados às unidades básicas de saúde. Entre os itens estão câmara fria para armazenamento de vacinas, balança digital, laser terapêutico para tratamento de feridas e equipamentos para realização de exames.
Padilha destacou ainda a entrega de 575 mil kits de telessaúde às prefeituras baianas, iniciativa que visa ampliar o atendimento remoto na rede pública. Além disso, foram disponibilizadas 107 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o que, segundo o ministro, garante cobertura de 100% do estado pelo SUS.
Imagem: Ricardo Stuckert / PR
Durante o evento na capital baiana, Lula e Padilha ressaltaram que a marca alcançada em 2025 reforça a importância da cooperação entre União, estados, municípios e instituições filantrópicas para reduzir filas e ampliar o acesso a procedimentos eletivos.
A pasta da Saúde afirma que o aumento no número de cirurgias eletivas é resultado de políticas públicas voltadas à redução de tempos de espera, da modernização da estrutura de atendimento e da integração de novos serviços à rede assistencial.
Com informações de Agência Brasil
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