Medidas essenciais para blindar a conta gov.br contra fraudes

William Kevim
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A conta gov.br, criada para reunir o acesso a serviços digitais do governo federal, tornou-se alvo recorrente de criminosos virtuais. O perfil concentra informações de grande valor — como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital, Carteira de Trabalho, Meu INSS e a consulta a “Valores a Receber” do Banco Central — e, por isso, ataques a esse sistema têm se multiplicado. A Polícia Federal suspeita que aproximadamente 3 mil perfis tenham sido invadidos por um grupo que burlava mecanismos de reconhecimento biométrico e usava dados de terceiros para contrair empréstimos.

Níveis de segurança: bronze, prata e ouro

O gov.br classifica as contas em três categorias. O nível bronze oferece proteção básica e libera somente serviços de menor sensibilidade. Já os níveis prata e ouro possibilitam visualização de dados financeiros e acesso a instituições bancárias credenciadas, o que exige autenticidade reforçada. Funcionalidades como verificação em duas etapas e gestão de dispositivos só podem ser habilitadas quando o perfil alcança pelo menos o nível prata.

Verificação em duas etapas

Também chamada de autenticação em dois fatores, essa camada extra solicita, além de CPF e senha, um código temporário gerado exclusivamente no aplicativo do gov.br. Dessa forma, mesmo que golpistas conheçam as credenciais principais, o acesso fica bloqueado sem o código adicional.

Passo a passo para ativar:

  • Abra o aplicativo gov.br no celular e faça login;
  • Acesse “segurança da conta”;
  • Toque em “verificação em duas etapas” e selecione “habilitar”.

Como gerar o código:

  • No próprio app, escolha “gerar código de acesso”, disponível tanto na tela de login quanto na página principal;
  • O código não é enviado por SMS nem pode ser criado em aplicativos de terceiros, como Google Authenticator ou Authy;
  • Mantenha data e hora do aparelho sincronizadas para que o número seja aceito.

É possível marcar a opção “Não solicitar verificação em duas etapas novamente neste navegador” para dispensar o código em dispositivos de confiança.

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Imagem: Reprodução/Banco Central

Gestão de dispositivos

Depois de ativar a autenticação em duas etapas, o usuário consegue administrar aparelhos autorizados no mesmo menu de segurança. A tela exibe computadores e smartphones já liberados, com detalhes de data, navegador e endereço IP usados em cada acesso. Nessa área, o cidadão pode excluir equipamentos ou, simplesmente, acompanhar o histórico de logins. Vale lembrar que navegadores diferentes em um mesmo computador aparecem como dispositivos distintos.

Boas práticas de proteção

Para reduzir o risco de fraude, a Secretaria de Governo Digital recomenda:

  • Migrar a conta para nível prata ou ouro e manter a verificação em duas etapas ativa;
  • Checar regularmente a lista de dispositivos autorizados e revogar os desconhecidos;
  • Evitar compartilhar CPF e senha, mesmo com pessoas próximas;
  • Desconfiar de mensagens que prometam vantagens financeiras em nome de órgãos públicos.

Com essas medidas, a conta gov.br fica menos vulnerável a iniciativas criminosas que buscam capturar dados sensíveis e gerar prejuízos financeiros. Todas as configurações são feitas diretamente no aplicativo oficial, disponível para Android e iOS.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.