Estado de SP distribui mais 2 mil ampolas de antídoto para intoxicação por metanol

Claudio Vasconcelos
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O governo de São Paulo começou a disponibilizar, nesta sexta-feira (3), mais 2 mil ampolas de álcool etílico absoluto, usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol. Antes da nova remessa, os serviços de referência do estado contavam com 500 unidades em estoque.

A Secretaria de Estado da Saúde direcionou as ampolas aos hospitais das Clínicas de Campinas, Ribeirão Preto e São Paulo. Para receber o insumo, unidades de saúde devem entrar em contato com esses centros de referência e encaminhar a ficha de notificação do caso relacionado ao consumo de metanol, conforme orientação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), repassada aos 645 municípios paulistas.

Confirmação laboratorial em até uma hora

O governo estadual informou que reforçou a capacidade laboratorial para confirmar a presença da substância no organismo. Pelo novo protocolo, amostras de sangue ou urina coletadas em casos suspeitos serão analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (Latof), do Departamento de Química da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. A coleta ocorre nas próprias unidades de saúde, e o Instituto Adolfo Lutz coordena o transporte das amostras até o laboratório.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é considerada emergência médica grave. Após a ingestão, o composto é metabolizado em formaldeído e ácido fórmico, substâncias tóxicas que podem levar à morte. Entre os principais sintomas estão visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.

Ao identificar esses sinais, a orientação é buscar atendimento de urgência e acionar um dos serviços abaixo:

  • Disque-Intoxicação Anvisa: 0800 722 6001
  • CIATox local (lista disponível nos serviços de saúde)
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733

Também é recomendado localizar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida e orientá-las a procurar avaliação médica imediata. A demora no atendimento aumenta o risco de desfecho fatal.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.