Bahia apura morte de homem de 56 anos por possível intoxicação por metanol

Claudio Vasconcelos
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Feira de Santana (BA) — Autoridades de saúde da Bahia investigam se a morte de um homem de 56 anos, registrada na madrugada desta sexta-feira (3), teve como causa a ingestão de metanol. Ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Queimadinha, em Feira de Santana, mas não resistiu.

Em nota, o governo estadual informou que equipes de vigilância municipal e estadual acompanham o caso. Amostras biológicas serão coletadas e enviadas a laboratório de referência; o laudo deve ficar pronto em até sete dias. As ações contam com apoio de órgãos de segurança pública.

A Secretaria de Saúde da Bahia afirma manter contato permanente com o Ministério da Saúde e com outras autoridades sanitárias para monitorar possíveis ocorrências em todo o país.

Panorama nacional

Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil registrava 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, além de 11 confirmações laboratoriais feitas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a anunciar um 12º caso confirmado em Brasília, envolvendo o rapper Hungria, mas a pasta recuou e manteve o episódio como suspeito.

O Ministério da Saúde confirmou apenas um óbito decorrente desse tipo de intoxicação, no estado de São Paulo. Outros sete falecimentos seguem sob investigação: dois em Pernambuco e cinco também em São Paulo.

Riscos e orientações

O metanol, quando ingerido, é metabolizado em substâncias tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, capazes de provocar sintomas graves, entre eles visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos e dores abdominais. Em casos suspeitos, o atendimento médico deve ser imediato.

Canais de emergência disponíveis: Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001); Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) locais; e Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (11 5012-5311 ou 0800 771 3733).

A orientação das autoridades é identificar outras pessoas que possam ter ingerido a mesma bebida e encaminhá-las rapidamente a unidades de saúde para avaliação.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.