Sífilis avança em Sergipe: SES capacita profissionais para conter transmissão

William Kevim
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Com 899 casos registrados só em 2026, Sergipe enfrenta crescimento alarmante da sífilis. A SES promoveu nesta sexta-feira, 12, capacitação para profissionais da saúde.

A sífilis segue como um dos maiores desafios da saúde pública em Sergipe. Para enfrentar o avanço da doença, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, promoveu nesta sexta-feira, 12 de junho, uma capacitação voltada à vigilância, ao diagnóstico e ao manejo clínico adequado de pacientes infectados pela bactéria Treponema pallidum, agente causador da infecção sexualmente transmissível (IST). O treinamento reuniu profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), na Vigilância Epidemiológica, em maternidades e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os números revelam a dimensão do problema. Somente entre janeiro e junho de 2026, Sergipe já contabilizou 899 casos de sífilis na população geral, 395 em gestantes e 94 episódios de sífilis congênita — quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A comparação com anos anteriores evidencia uma curva ascendente preocupante: em 2024, foram registrados 1.627 casos na população em geral, número que saltou para 2.186 em 2025. No mesmo período, os casos de sífilis congênita somaram 313 em 2025, com 1.288 gestantes diagnosticadas com a doença.

Um dos fatores que mais contribuem para a persistência da sífilis congênita é a recusa dos parceiros das gestantes em realizar o tratamento. Dados de 2025 apontam que, das 1.288 gestantes diagnosticadas, 720 parceiros não foram tratados. Em 2026, o cenário se repete: das 395 gestantes com a infecção confirmada, 208 parceiros recusaram o tratamento — alimentando o ciclo de reinfecção e de transmissão vertical da doença. A referência técnica da sífilis na SES, Lourdes Lima, destacou a gravidade dessa realidade e a importância da capacitação. “Com essa capacitação, buscamos que os profissionais se atualizem quanto ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno da sífilis, especialmente nas gestantes. O nosso foco é prevenir a transmissão vertical, assim como fortalecer a assistência prestada à população. A sífilis, quando tratada, tem cura. Por isso é tão importante que tanto a gestante quanto o parceiro, quando diagnosticados, realizem o tratamento correto para que não haja reinfecção. Precisamos quebrar essa cadeia de transmissão”, afirmou.

A alta transmissibilidade da sífilis — que se propaga principalmente pelo contato sexual desprotegido — aliada ao diagnóstico tardio explica em grande parte os índices elevados no estado. Grande parte da população não realiza exames ou testes rápidos para detecção de ISTs de forma rotineira, o que favorece o avanço silencioso da infecção. Diante disso, a SES reforça a necessidade de que as equipes da Atenção Primária à Saúde intensifiquem a busca ativa de gestantes, garantindo diagnóstico e tratamento precoces como estratégia central para romper a cadeia de transmissão da doença em Sergipe.

Fonte: Saúde – Sergipe

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.