O estado de Sergipe registrou um aumento significativo nas doações de órgãos e tecidos no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram realizadas 168 captações, refletindo um crescimento de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Um caso emblemático ocorreu no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), onde a família de um paciente de 61 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVC-H), decidiu autorizar a doação de órgãos após a confirmação do protocolo de morte encefálica. A doação incluiu fígado, rins e córneas, que foram destinados a pacientes em diferentes estados do Brasil.
A coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Sergipe, Darcyana Lisboa, destacou a importância do acolhimento humanizado durante esse processo. “Durante todo o processo, acompanhamos cada etapa do protocolo de morte encefálica, desde a realização dos exames clínicos até a confirmação diagnóstica. Paralelamente, existe um trabalho fundamental de acolhimento com os familiares”, afirmou Darcyana.
Os dados da Central Estadual de Transplantes, ligada à Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), mostram que, além das 168 captações, foram realizados 116 transplantes, incluindo as córneas. O número de doadores efetivos também aumentou: de 23 no primeiro semestre de 2025 para 31 em 2026.
Darcyana ressaltou que esse crescimento é resultado de um trabalho contínuo de conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos. “Estamos acompanhando com muita satisfação esse avanço das doações de órgãos em Sergipe. O aumento no número de doadores demonstra que a população está cada vez mais consciente sobre a importância desse gesto de solidariedade”, disse.
Entre as doações realizadas, as córneas lideraram com 91 captações, seguidas por 22 doações de rins. Um avanço notável foi a realização de três transplantes hepáticos, uma conquista inédita para a saúde pública de Sergipe. Benito Fernandez, coordenador da Central Estadual de Transplantes, enfatizou que esses resultados representam um momento histórico para o estado.
“Hoje, Sergipe retomou a realização dos transplantes renais e iniciou, pela primeira vez, os transplantes hepáticos. Essa mudança é importante para os pacientes e familiares, que antes precisavam sair do estado em busca desse tratamento”, concluiu Benito.





Fonte: Saúde – Sergipe
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