O maior Plano Safra da história chega com taxas mínimas de 1% ao ano para quem produz de forma agroecológica. A ministra Fernanda Machiaveli anunciou as condições durante programa no Canal Gov.
A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, anunciou que o novo Plano Safra para a agricultura familiar, que oferece um total de R$ 85,2 bilhões em crédito, é o maior já realizado e possui as melhores condições, com a redução das taxas de juros.
Durante o programa Bom Dia, Ministra, no Canal Gov, Fernanda enfatizou: “Agora conseguimos produzir alimentos com a taxa de 2%. Se for agroecologia, a taxa é de 1%.”
O Plano Safra, lançado no dia 30 de junho, tem como objetivo principal a transição ecológica, com um pacote de assistência técnica que visa garantir que a agricultura familiar utilize insumos biológicos, preservando o meio ambiente e os recursos naturais.
“Fizemos um Plano Safra que está voltado para a transição ecológica, que vem com todo um pacote de assistência técnica para garantir que a agricultura familiar possa produzir com insumos biológicos, cuidando do meio ambiente, cuidando dos recursos naturais e aplicando as melhores práticas”, complementou a ministra.
Segundo Fernanda, essa política pública representa um incremento de 9% na oferta de crédito para o segmento, sendo parte de uma trajetória crescente. Em 2023, a produção de alimentos contava com R$ 53 bilhões em crédito, concentrado principalmente na Região Sul.
“Conseguimos fazer com que ele chegasse a todas as regiões, focando e dando condições mais facilitadas para os agricultores familiares que estão nas regiões que têm menor acesso, como as regiões Norte e Nordeste”, afirmou.
A ministra também abordou as medidas que a pasta mantém para proteger a agricultura familiar dos impactos das mudanças climáticas, como o programa Pró-Agro, um seguro para quem contrata o Pronaf, e o Garantia Safra, que oferece um benefício de proteção aos agricultores de subsistência no semiárido.
“A atividade agrícola é uma atividade de risco e no contexto de mudanças climáticas esse risco fica muito maior e nós já sabemos que este ano vai ser um ano desafiador para a população como um todo e para a agricultura familiar, em especial.”
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) conta ainda com uma linha de crédito específica para adaptação climática, que abrange as produções nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, foi lançado um edital para um programa de fomento que destina R$ 413 milhões para a adaptação climática no semiárido, com um apoio de R$ 8 mil para cada família, totalizando 60 mil famílias beneficiadas, incluindo assistência técnica e formação.
Os recursos poderão ser utilizados para a implantação de cisternas, energia solar, irrigação, entre outras tecnologias que promovam a adaptação da produção de alimentos em contextos de estiagem.
Ainda estão abertas linhas de crédito para bioeconomia e tecnificação em todo o país, com taxas de 2% ao ano para financiar a irrigação. Dentro do programa Mais Alimentos, há a possibilidade de financiar a tecnificação para a adaptação climática, com taxas variando de 1,5% a 2% para esses investimentos”, concluiu a ministra.
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