Seleção feminina tenta reação contra Mali no Pré-Mundial de basquete

Rafael Ramos
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O Brasil encara o Mali neste domingo (15), às 2h30 (horário de Brasília, UTC-3), pela quarta e penúltima rodada do Pré-Mundial feminino de basquete, disputado em Wuhan, na China.

Com uma vitória e duas derrotas, a equipe comandada por José Neto ocupa a quinta posição entre os seis participantes. O retrospecto é idêntico ao do time malinês, mas as africanas levam vantagem no saldo de pontos e, por enquanto, ficariam com a última vaga disponível para a Copa do Mundo da Alemanha, prevista para setembro.

A situação é ainda mais apertada porque a Bélgica, líder do torneio em solo chinês, já tem presença garantida na competição global por ter conquistado o título europeu. Dessa forma, apenas as três melhores seleções – excluída a belga – avançam. Para seguir viva na briga, as brasileiras precisam vencer o confronto desta madrugada e torcer por combinação favorável na rodada final.

Derrota recente

Na madrugada de sábado (14), a seleção verde-amarela perdeu para a República Tcheca por 84 a 65. O time chegou ao intervalo em vantagem (46 a 42), mas sofreu queda brusca de rendimento após o descanso: marcou apenas 19 pontos na segunda metade e viu as europeias dominarem a partida com defesa consistente e jogo coletivo eficiente.

A ala/pivô Damiris Dantas foi o grande destaque ofensivo, anotando 30 pontos e pegando 12 rebotes. A pivô Kamilla Cardoso também apareceu bem, com 15 pontos e 11 rebotes, enquanto a jovem Emanuely Oliveira contribuiu com 14 pontos. Juntas, as três responsáveis por 85% dos pontos do Brasil. Do lado tcheco, quatro atletas chegaram a dois dígitos na pontuação e nove jogadoras balançaram a rede, evidenciando maior distribuição de arremessos.

Campanha até aqui

A caminhada brasileira começou com revés por 99 a 70 diante da própria Bélgica. Na sequência, veio a recuperação ao bater o Sudão do Sul por 94 a 79. Depois do compromisso contra Mali, a seleção encerra participação na fase classificatória na terça-feira (17), às 8h30, contra as anfitriãs da China.

Histórico em Copas

Campeão mundial em 1994, o Brasil não disputa a principal competição da modalidade desde 2014, quando terminou em 11º lugar na edição realizada na Turquia. Mesmo ausente nas duas últimas edições, o país segue como o quarto com mais presenças no torneio: são 16 participações, atrás de Austrália (17), Coreia do Sul (19) e Estados Unidos (19).

Para retomar esse histórico de protagonismo, a vitória sobre o Mali tornou-se imprescindível. O resultado positivo devolve a equipe à zona de classificação e mantém o sonho do retorno ao cenário mundial após uma década de ausência.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.