Segundo levantamento de 2026 indica alto risco para Aedes aegypti em seis municípios sergipanos

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A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) divulgou, nesta quinta-feira, 26 de março, o resultado do segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo identificou que seis municípios concentram índice de infestação considerado alto, 45 apresentam risco médio e outros 24 registram risco baixo.

Seis cidades acima do limite de segurança

De acordo com os dados, estão em situação de alto risco Areia Branca, com índice de 6,2; Japoatã, 6,1; Simão Dias, 6,1; Tomar do Geru, 5,3; Itabaiana, 4,8; e Nossa Senhora da Glória, também com 4,8. Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, valores superiores a 4,0 representam alerta máximo para proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Classificação utilizada

O LIRAa estabelece três faixas de avaliação: índice satisfatório de 0 a 0,9; médio risco entre 1,0 e 3,9; e alto risco quando o resultado ultrapassa 4,0. O levantamento é realizado por agentes de endemias que percorrem imóveis em todas as regiões do estado para identificar focos do vetor.

Avaliação da SES

A gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, ressaltou que alguns municípios que figuravam na faixa de baixo risco no primeiro ciclo de 2026 migraram para o grupo de alto risco neste segundo levantamento. Segundo ela, a variação reflete tanto o aumento real de criadouros quanto o esforço intensificado das equipes de campo, que passaram a localizar os depósitos de larvas com maior precisão.

Sidney Sá reforçou que a resposta precisa ser imediata. “Quando o foco é detectado, é fundamental eliminá-lo logo. A participação dos moradores, retirando recipientes com água parada dentro de casa e nos quintais, continua sendo decisiva”, afirmou.

Prevenção contínua

A SES lembra que o Aedes aegypti utiliza qualquer objeto capaz de acumular água, como vasos de plantas, pneus e reservatórios mal vedados, para depositar ovos. Por isso, inspeções rotineiras nos domicílios são essenciais, mesmo em cidades classificadas atualmente como baixo ou médio risco.

Como ação complementar, a secretaria disponibiliza carros fumacê para pulverização de inseticida voltada ao mosquito adulto. Apesar disso, o órgão destaca que o equipamento não substitui os cuidados diários de eliminação de criadouros.

Sintomas e orientações médicas

Pessoas infectadas pelo vírus podem apresentar febre, dores de cabeça e no corpo. Em caso de sintomas mais específicos, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A automedicação com anti-inflamatórios ou produtos que contenham ácido acetilsalicílico é desaconselhada, pois pode agravar quadros de dengue e aumentar o risco de sangramentos.

Com o novo LIRAa, a SES planeja reforçar a mobilização junto às prefeituras e às comunidades para evitar o avanço do mosquito nos próximos ciclos de monitoramento.

Com informações de Saude.se.gov

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