Santa Catarina lidera menor desemprego do país; veja ranking dos estados

Robson Alves
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Dados da Pnad Contínua mostram que 11 estados ficaram abaixo da taxa nacional de 5,4% no segundo trimestre. Em cinco deles, o índice foi inferior a 3%.

Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, que é de 5,4%. Em cinco desses estados, o índice sequer chega a 3%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estados que registraram taxas de desemprego abaixo da média nacional são:

Santa Catarina: 2,1%

Mato Grosso: 2,2%

Espírito Santo: 2,3%

Rondônia: 2,6%

Mato Grosso do Sul: 2,7%

Paraná: 3,1%

Minas Gerais: 3,8%

Goiás: 4,0%

Tocantins: 4,1%

Rio Grande do Sul: 4,2%

Roraima: 5,0%

Na média nacional, a taxa é de 5,4%.

Outros estados com taxas de desemprego incluem:

Paraíba: 5,4%

São Paulo: 5,4%

Rio Grande do Norte: 5,6%

Maranhão: 6,0%

Pará: 6,2%

Distrito Federal: 6,5%

Acre: 6,6%

Ceará: 6,6%

Rio de Janeiro: 7,1%

Amazonas: 7,5%

Alagoas: 7,9%

Sergipe: 7,9%

Piauí: 8,3%

Pernambuco: 8,3%

Bahia: 9,1%

Amapá: 9,8%

O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que as diferenças nas taxas de desemprego entre os estados são influenciadas por fatores como o nível de industrialização, a evolução da atividade econômica e o nível de instrução da população.

“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, assinala.

A taxa de 5,4% no segundo trimestre representa uma queda em relação aos 6,1% do primeiro trimestre. Entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades, enquanto as demais permaneceram estáveis.

Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre:

Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)

Maranhão (-0,9 p.p.)

Espírito Santo (-0,9 p.p.)

Mato Grosso (-0,9 p.p.)

Goiás (-1 p.p.)

Rondônia (-1 p.p.)

Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)

Minas Gerais (-1,2 p.p.)

Alagoas (-1,3 p.p.)

Tocantins (-1,5 p.p.)

Acre (-1,6 p.p.)

Paraíba (-1,6 p.p.)

Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)

A pesquisa do IBGE avalia o mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos e considera todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporária ou por conta própria.

De acordo com os critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa, e são visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Em relação ao desemprego longo, 1,06 milhão de pessoas estavam à procura de emprego há dois anos ou mais, o menor número da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em comparação ao mesmo trimestre de 2025, houve uma queda de 15,6% nesse grupo.

O levantamento também revela que o desemprego entre homens (4,6%) está abaixo da média nacional, enquanto entre as mulheres (6,4%) está acima da média. Ao analisar os dados por raça, a desocupação entre pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média, enquanto o dos brancos é abaixo (4,2%).

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.