Preso por suposto vínculo com PCC, vereador pede afastamento do PT

Rafael Ramos
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Detido em São Paulo na quinta-feira (25), Senival Moura solicitou desligamento formal do partido. Investigado por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, ele alega precisar se dedicar à própria defesa.

O vereador Senival Moura, detido em São Paulo na última quinta-feira (25), fez um pedido de afastamento do Partido dos Trabalhadores (PT), conforme comunicado do diretório da legenda. Senival é alvo de investigações que apuram sua suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em nota divulgada neste sábado (27), a direção do Diretório Municipal do PT em São Paulo informou que o vereador encaminhou oficialmente seu pedido de afastamento. A justificativa apresentada por ele foi a necessidade de se dedicar à sua defesa e a intenção de evitar que os eventos recentes fossem associados ao partido.

Como parte do contexto, também estão em andamento investigações que envolvem empresas de ônibus, com foco em possíveis ligações com o PCC. Recentemente, figuras como Marcola e Deolane foram constituídos réus em processos relacionados à lavagem de dinheiro do PCC. Além disso, os Estados Unidos passaram a classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A defesa de Senival Moura expressou profunda indignação diante da decisão judicial que resultou em sua prisão temporária. A ação foi parte de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que visa investigar a infiltração do PCC em empresas de ônibus na capital paulista.

A nota da defesa do vereador destaca: ‘O vereador Senival Pereira de Moura recebeu com profunda indignação a notícia da decretação de sua prisão temporária no âmbito de investigação em curso.’

Atualmente, o parlamentar continua detido. A nota de sua defesa também salienta que Senival confia plenamente na Justiça e acredita que, ao longo das investigações, ficará comprovada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte.

O PT se manifestou em relação à prisão de Senival, informando que está ciente dos fatos e que acompanhará o desenrolar das investigações. O partido anunciou que o caso será encaminhado à sua Comissão de Ética, que poderá tomar medidas disciplinares, incluindo o afastamento cautelar e a possível expulsão do membro, assegurando o direito à defesa e ao contraditório.

A nota do PT enfatiza que o Diretório Municipal de São Paulo não compactua com práticas ilícitas e reafirma a importância de que todos os fatos sejam apurados rigorosamente pelas autoridades competentes, respeitando as garantias legais e constitucionais.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.