Presidente da CBAt projeta até quatro medalhas do atletismo brasileiro nos Jogos de Los Angeles

Rafael Ramos
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O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, afirmou que a delegação nacional pode alcançar “três a quatro medalhas” nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Caso a previsão se confirme, o país registrará o melhor desempenho de sua história na modalidade dentro de uma mesma edição olímpica, superando ou igualando as três conquistas obtidas em Pequim 2008.

Em entrevista à TV Brasil, o dirigente destacou nomes que, segundo ele, concentram as maiores chances de pódio. Entre eles estão o marchador Caio Bonfim, atual campeão mundial dos 20 km e prata na Olimpíada de Paris 2024; a paulista Juliana Campos, finalista mundial no salto com vara; o barreirista Alison dos Santos, bronze nos 400 m com barreiras em Tóquio 2021 e Paris 2024; e o lançador de dardo Luiz Maurício, dono da segunda melhor marca mundial da temporada passada.

Mundial de Marcha em Brasília

A principal aposta do dirigente, Caio Bonfim, será a atração do Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética, marcado para 12 de abril na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A competição, que substitui a antiga distância de 35 km por maratonas de 42,2 km e meia-maratona de 21,1 km, contará com seis provas ao longo do dia.

As primeiras largadas, das maratonas masculina e feminina, estão previstas para as 7h (horário de Brasília). Na sequência, às 7h30, partem os atletas da categoria sub-20 masculina, enquanto as mulheres começam às 8h30. Já as disputas de 21,1 km terão início às 11h05 (masculino) e 12h50 (feminino). A competição terá transmissão pela Record, a partir de 7h30 (Brasília, UTC-3).

Campos salientou que a familiaridade de Bonfim com o clima seco da capital federal poderá ser determinante para o resultado. Segundo ele, um evento-teste realizado recentemente no mesmo percurso demonstrou bom desempenho do brasiliense, que em fevereiro quebrou o recorde nacional ao participar, como convidado, do Campeonato Japonês de Marcha Atlética.

Planos para receber grandes eventos

O dirigente revelou ainda que o Brasil apresentou candidatura para organizar, em 2028, o Campeonato Mundial de Corrida de Rua, competição anual que reúne provas de milha, 5 km e meia-maratona. A edição de 2026 ocorrerá em Copenhague, na Dinamarca, e a de 2027 acontecerá em Yangzhou, na China.

Campos demonstrou interesse, no longo prazo, em sediar um Mundial de Atletismo que englobe todas as provas de pista e campo. Entretanto, reconheceu limitações na infraestrutura nacional, já que o Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, único com duas pistas — interna e externa —, teve a grama natural substituída por sintética. Para viabilizar a candidatura, segundo ele, seria necessário reinstalar a grama natural ou construir nova arena com padrão internacional.

Com 21 medalhas olímpicas acumuladas até hoje, o atletismo é a segunda modalidade que mais subiu ao pódio pelo Brasil, atrás apenas do judô, que soma 28. A meta de chegar a quatro medalhas em Los Angeles representaria não apenas um recorde nacional, mas também um avanço significativo no projeto da CBAt de ampliar a participação brasileira em finais e pódios olímpicos.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.