A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5 de março, a Operação Novo Oeste, voltada a combater o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas e a lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa que atua na região oeste da Bahia. A ofensiva foi executada simultaneamente em Sergipe e em outros cinco estados brasileiros.
No total, agentes federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão distribuídos pelos estados da Bahia, Sergipe, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e pelo Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas após a PF reunir indícios de que o grupo movimentava entorpecentes e armas, além de utilizar mecanismos de lavagem para ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos.
Durante as diligências, um dos alvos foi preso em flagrante por porte de drogas. Ainda em Aracaju, capital sergipana, os policiais deram cumprimento a um mandado de prisão que estava em aberto contra outro investigado.
De acordo com a corporação, a operação marca uma fase decisiva da apuração, que pretende alcançar a desarticulação completa da cadeia financeira do grupo. O foco agora é o rastreamento patrimonial dos envolvidos, visando identificar bens, contas e empresas possivelmente utilizados para a lavagem de capitais.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre valores movimentados nem quantidades de drogas ou armas apreendidas nesta etapa, mas reforçou que novas ações podem ocorrer à medida que o inquérito evoluir.
Os mandados foram cumpridos com apoio de unidades regionais da PF e, em alguns locais, de forças de segurança estaduais, garantindo o isolamento das áreas vistoriadas e o recolhimento de documentos, aparelhos eletrônicos e outros indícios relevantes para o processo investigativo.
Até o momento, os nomes dos suspeitos não foram divulgados. A autoridade policial informou que, após a conclusão das análises de material apreendido, outros pedidos judiciais podem ser formulados para aprofundar o combate às atividades ilícitas atribuídas à organização.
Embora a operação tenha como epicentro o oeste baiano, a PF ressaltou que a extensão das buscas a diferentes unidades da federação demonstra a capilaridade das ações do grupo criminoso, fator que motivou a coordenação interestadual dos trabalhos.
Com o material coletado e as prisões já efetuadas, a investigação permanece em curso, sem previsão de encerramento, até que todos os integrantes da rede sejam identificados e responsabilizados.
Com informações de Infonet
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