Após cortar preços do diesel e do querosene de aviação, a Petrobras indica que a gasolina também vai cair. A presidente Magda Chambriard garantiu que todos os combustíveis seguem os preços internacionais.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a gasolina deve acompanhar a redução nos preços de outros combustíveis, que já sofreram queda nas últimas semanas devido à diminuição do valor do petróleo no mercado internacional.
Na terça-feira (30), a estatal anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do óleo diesel. Já nesta quarta-feira (1º), foi a vez do querosene de aviação (QAV) ter uma redução de 14,5% anunciada pela empresa.
“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais”, disse Magda.
No caso da gasolina, é a mesma coisa.
De acordo com a Petrobras, as reduções já realizadas refletem a diminuição dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados, que haviam aumentado com o início do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O principal motivo para a alta dos preços foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã, onde antes da guerra 20% da produção internacional de óleo e gás passavam. Com a oferta reduzida, o preço do petróleo subiu.
Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, os preços do produto e de seus derivados são definidos no mercado internacional, uma vez que são considerados commodities, ou seja, matérias-primas negociadas em grandes quantidades.
Mesmo com relatos de ataques na região de Ormuz, os navios petroleiros começaram a voltar a cruzar o estreito. O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, voltou a ser negociado em torno de US$ 70, uma cotação semelhante à do período anterior ao conflito. Durante os momentos mais críticos da guerra, esse preço chegou a ultrapassar os US$ 110.
Magda Chambriard destacou que a empresa está acompanhando o cenário de preços globais diariamente, mas sem trazer para o Brasil “volatilidade e a ansiedade”.
Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias.
Ela ainda comentou que a gasolina “custou para subir”. Em 29 de maio de 2026, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro, mas aderiu à subvenção do governo federal de R$ 0,44 por litro, resultando em um aumento efetivo de apenas R$ 0,04 por litro para as distribuidoras.
Magda enfatizou que a atual política de preços busca evitar a volatilidade internacional, ao contrário do que ocorreu em anos anteriores.
Aquela aflição por aumentar ou baixar o preço da gasolina todos os dias trouxe um efeito indesejado, fazendo a Petrobras perder participação de mercado.
Ela também comentou que a empresa analisa o cenário com cautela e profissionalismo, buscando atender à sociedade e oferecer produtos acessíveis, enquanto assegura o mercado da Petrobras.
A diminuição dos efeitos da guerra no Oriente Médio também levou o governo federal a iniciar o processo de retirada de subsídios às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.
No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a redução do diesel, o governo cortou um subsídio de R$ 0,35 que era aplicável ao combustível utilizado principalmente por caminhões e ônibus. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já antecipou que o governo está avaliando a retirada do subsídio de R$ 0,44 que se aplica à gasolina.
Quando questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes da retirada do subsídio, Magda considerou a pergunta “prematura”.
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