Operação mira esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro em SE

Rafael Ramos
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A Polícia Civil deflagrou nesta quinta (16) ação contra suspeitos de lavar dinheiro via apostas clandestinas. Mandados são cumpridos em Aracaju, Itabaiana e Simão Dias.

O Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Contracorrente. O objetivo da ação é cumprir mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas em um suposto esquema de lavagem de dinheiro e associação criminosa relacionado à exploração ilegal de apostas.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Aracaju, Itabaiana e Simão Dias. A operação é resultado da análise de Relatórios de Inteligência Financeira, que ajudaram a identificar uma complexa rede de transações financeiras envolvendo valores consideráveis entre os suspeitos.

Os levantamentos apontam que contas de terceiros, empresas de fachada e pessoas interpostas foram utilizadas, em tese, para ocultar e dissimular a origem dos recursos ilícitos. Isso levanta preocupações sobre a estrutura organizada que gira em torno da movimentação e ocultação de valores do setor de apostas eletrônicas.

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De acordo com o Deotap, os elementos colhidos até o momento sugerem que mecanismos foram utilizados para conferir uma aparência de legalidade aos recursos movimentados, dificultando o rastreamento da origem dos valores e a identificação dos envolvidos.

“A operação visa coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer os fatos e desarticular a estrutura criminosa”, afirmou um representante do Deotap.

Em virtude dos indícios reunidos ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a autorização do Poder Judiciário para o cumprimento dos mandados. As investigações continuam sob a coordenação do Deotap, que busca identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica das movimentações financeiras.

Além disso, a apuração se destina a investigar a eventual prática de crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e outros delitos que possam ser constatados durante o inquérito policial.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.