Sete pessoas foram capturadas e aproximadamente R$ 270 milhões em ativos financeiros tiveram o trânsito interrompido durante a Operação Martelo, deflagrada na manhã desta terça-feira, 10. A ofensiva foi articulada para atingir uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.
A ação contou com o trabalho conjunto de polícias civis que atuaram em municípios da Bahia e em outros quatro estados: Sergipe, Alagoas, Paraíba e Paraná. O objetivo principal foi cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça, além de executar o bloqueio de valores movimentados pelo grupo.
Em Sergipe, equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, participaram diretamente da operação. Os agentes se deslocaram até endereços em Aracaju, onde executaram ordens judiciais para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais que possam subsidiar o inquérito.
A Polícia Civil informou que o conjunto de medidas judiciais — prisões, buscas e bloqueios de ativos — tem como meta atingir a estrutura financeira da quadrilha. Segundo a corporação, o congelamento de R$ 270 milhões busca impedir que os investigados continuem movimentando recursos obtidos de forma ilícita, além de reforçar a rastreabilidade das transações.
Além de Sergipe, mandados foram executados de forma simultânea em cidades da Bahia, de Alagoas, da Paraíba e do Paraná. O trabalho coordenado das forças de segurança nessas unidades federativas, segundo a investigação, foi fundamental para surpreender suspeitos e evitar a dispersão de provas.
Os presos foram conduzidos para unidades policiais de seus respectivos estados, onde passaram por interrogatório e permanecerão à disposição da Justiça. O material apreendido seguirá para perícia, a fim de aprofundar a análise sobre a atuação econômica da organização.
Imagem: Reprodução/SSP
A Polícia Civil ressaltou que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes do esquema e esclarecer a participação de cada um nos crimes de tráfico, homicídio e lavagem de capitais.
Não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito, mas a corporação assegurou que novas fases da Operação Martelo podem ser desencadeadas caso surjam elementos que justifiquem novas ordens judiciais.
Com informações de A8se
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