Lando Norris manifestou preocupação com o pacote técnico que a Fórmula 1 introduzirá em 2026. O comentário foi feito logo após o primeiro contato dos pilotos com o conceito dos novos carros durante um shakedown realizado em Barcelona, na semana passada. De acordo com o britânico da McLaren, determinados pontos das regras que entrarão em vigor podem gerar cenários de pista bem mais imprevisíveis do que os atuais.
O treino organizado na capital catalã reuniu representantes de todas as equipes e permitiu aos competidores experimentar, em ambiente controlado, as características básicas do futuro regulamento. Entre os itens avaliados estavam alterações na distribuição de potência, no comportamento aerodinâmico e na forma como cada monoposto gerencia energia. Segundo Norris, o material apresentado evidencia que haverá variações significativas de velocidade entre carros em momentos distintos da corrida.
“A impressão inicial é de que o ritmo poderá oscilar muito de uma volta para outra dependendo de como cada piloto utilizará os recursos disponíveis”, relatou o britânico, apontando que essas diferenças tendem a aumentar a quantidade de disputas roda a roda, mas também o potencial de incidentes. Ele citou como exemplo a possibilidade de um competidor se aproximar rapidamente graças ao acionamento de dispositivos elétricos e, na sequência, perder terreno caso a reserva de energia caia.
O receio, insiste o piloto da McLaren, é que o ganho de imprevisibilidade se transforme em sequências de ultrapassagens “um tanto desordenadas”. Para Norris, a maior disparidade de desempenho em curtos intervalos pode dificultar a leitura estratégica das corridas e tornar mais complexa a tarefa de defender posição com segurança.
Embora reconheça que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ainda ajustará detalhes antes da homologação final, Norris considera importante que os organizadores observem atentamente os efeitos colaterais do novo regulamento. “Ainda há tempo para revisar pontos específicos, mas é claro que precisamos ter certeza de que o espetáculo não comprometa a segurança e a clareza das disputas”, concluiu.
Imagem: Divulgação
Por enquanto, a temporada 2024 prossegue com as regras atuais, mas o alerta do piloto coloca pressão adicional sobre engenheiros, dirigentes e federação a pouco menos de dois anos do início da nova era técnica.
Com informações de Motorsport.uol
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



