A Secretaria de Estado da Saúde (SES) participou, na quinta-feira, 12, do evento “Sergipe no Dia Mundial do Rim 2026”, iniciativa que levou serviços gratuitos de prevenção e diagnóstico à Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju. A atividade marcou a data dedicada à conscientização sobre doenças renais e deu início a um circuito que ainda passará por Estância, nesta sexta-feira, 13, e por Itabaiana, no sábado, 14.
Com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a campanha busca ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica (DRC) e incentivar hábitos de vida saudáveis. Em Aracaju, estima-se que cerca de 150 pessoas tenham recebido atendimento durante o mutirão.
Serviços ofertados
No local, profissionais de saúde distribuíram folhetos, ministraram palestras educativas e realizaram exames como aferição de pressão arterial, glicemia capilar e dosagem de creatinina. Também houve consultas médicas para anamnese, com foco na identificação precoce de hipertensão arterial e diabetes mellitus, principais causas da DRC.
O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou a relevância da mobilização. “O cuidado com a saúde renal começa pela prevenção e pelo diagnóstico precoce. Ações como esta aproximam os serviços de saúde da população e incentivam a realização de exames”, afirmou.
Importância do check-up
Segundo a nefrologista Susan Carvalho, organizadora do evento, muitos pacientes iniciam hemodiálise sem saber que tinham problema renal. “Isso acontece porque não faziam check-up de rotina. O exame de creatinina é simples e pode evitar desfechos desfavoráveis, como a necessidade de diálise. Vale lembrar que a doença renal muitas vezes não apresenta sintomas”, alertou.
Percepção do público
Entre os participantes, o porteiro Cláudio Dias, 43 anos, soube da ação pelas redes sociais e aproveitou o dia de folga para se cuidar. “A iniciativa é muito legal para prevenção e descoberta de possíveis problemas”, disse. Já a pensionista Yara Oliveira, 70 anos, encontrou o mutirão durante um passeio pela praça. “É importante ter exames à disposição; muita gente não se preocupa em avaliar a saúde dos rins”, comentou.
Avanços no tratamento renal
Durante a programação, a SES lembrou que Sergipe voltou a realizar transplantes renais com doador falecido após 13 anos. O retorno foi viabilizado por contrato anual de R$ 241 milhões entre o Governo do Estado e a Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), que também contempla transplantes de fígado e cerca de 700 procedimentos hospitalares mensais.
O coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Oliveira, ressaltou que o serviço, iniciado na década de 1980, agora oferece mais comodidade aos pacientes sergipanos. Um exemplo é o frei-paulense José Charles dos Santos, 54 anos, que aguardava na fila há mais de seis anos e foi transplantado no último dia 6 no Hospital de Cirurgia. “O transplante representa o início de uma nova vida”, declarou.
A expectativa da SES é atender aproximadamente 300 pessoas nos três dias de atividades, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para a saúde renal da população sergipana.
Com informações de Saude.se.gov
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