Milton Leite se entrega após investigação sobre influência do PCC em ônibus

Rafael Ramos
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O ex-presidente da Câmara de São Paulo se apresentou à polícia em Mogi das Cruzes. A Justiça decretou prisão temporária no inquérito sobre suposta infiltração criminosa no transporte coletivo.

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, filiado ao União Brasil, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18). Ele compareceu à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhado de um advogado.

A prisão temporária de Leite havia sido decretada após uma operação realizada na quinta-feira (18) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que investigava suposta atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo paulista. Nesta operação, Leite foi um dos alvos apontados pelas autoridades.

Na quinta, equipes foram até a residência do ex-vereador e não o encontraram no local. Após a ausência, a polícia passou a considerá-lo fugitivo, segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança. Ainda na quinta-feira, Leite, por meio de sua assessoria, divulgou uma nota afirmando que não havia fugido, que estava viajando e que se apresentaria às autoridades. Na mesma nota, ele declarou ser inocente.

As investigações, conforme comunicado das autoridades, apontam que existem vários indícios de envolvimento de Milton Leite com um esquema vinculado ao PCC que teria atingido dezenas de empresas de transporte público em São Paulo. A natureza e o detalhamento desses indícios foram descritos pelas equipes investigativas em apurações e diligências posteriores à operação.

Após a apresentação na delegacia de Mogi das Cruzes, ficou definido que Leite será levado para a cadeia pública do município. Não houve, no material divulgado pelas autoridades, detalhamento sobre data e horário previstos para o traslado, nem sobre eventuais medidas cautelares além da prisão temporária decretada anteriormente.

O caso segue em curso sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que conduzem as apurações sobre a suspeita de atuação criminosa no sistema de transporte coletivo. Informações sobre novos desdobramentos, eventuais decisões judiciais relacionadas à prisão temporária e procedimentos a serem adotados pelas defesas das partes ainda dependem das próximas etapas formais do processo investigativo.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.