Mercosul mira novos parceiros comerciais após selar tratado com a União Europeia

Robson Alves
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O Mercosul planeja acelerar a ampliação de sua rede de acordos de livre comércio depois de assinar, no sábado (17), o tratado com os 27 integrantes da União Europeia. A informação foi dada pelo presidente do Paraguai, Santiago Peña, que atualmente ocupa a presidência temporária do bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia (em processo final de adesão).

Peña declarou a jornalistas, logo após a cerimônia realizada em Assunção, que “o trabalho de integração comercial do Mercosul está só começando”. O pacto com a União Europeia foi firmado na capital paraguaia e, segundo ele, abre caminho para negociações com outros mercados considerados estratégicos.

Diálogo avançado com Emirados Árabes

De acordo com o presidente, as conversas com os Emirados Árabes Unidos para um tratado de livre comércio já se encontram em estágio adiantado. O objetivo, explicou, é consolidar uma porta de entrada para a região do Oriente Médio, diversificando destinos para os produtos sul-americanos.

Foco na Ásia

O mandatário também destacou que o bloco sul-americano dedica “enorme atenção” à Ásia. Entre os alvos prioritários estão Japão, Coreia do Sul e demais economias da região, além da China, considerada por Peña um “parceiro estratégico” tanto para o Mercosul quanto para todos os países latino-americanos. Ele citou ainda Indonésia e Vietnã como mercados de interesse para futuras tratativas comerciais.

Acordo de complementação com o Canadá

Outra frente em andamento envolve um acordo de complementação econômica com o Canadá. Segundo Peña, esse instrumento pode aprofundar a cooperação em áreas como tecnologia, energia e agricultura, reforçando o compromisso do bloco com o multilateralismo e a integração econômica.

“Não há dúvida de que os membros do Mercosul estão convencidos de que integração, colaboração e multilateralismo são o caminho”, afirmou o presidente paraguaio, ressaltando a intenção de intensificar a agenda de negociações logo após a ratificação do pacto com a União Europeia.

Formado em 1991, o Mercosul responde por um mercado de mais de 300 milhões de consumidores. A ampliação de acordos comerciais tem sido apresentada pelos governos do bloco como estratégia para aumentar competitividade, atrair investimentos e reduzir barreiras para produtos da região.

Após o tratado com a União Europeia, o bloco avalia que poderá ganhar impulso para concluir novas rodadas de negociação ainda em 2026. Os próximos passos dependem de consenso interno e de avanços técnicos nos diálogos já iniciados.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.