O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, nesta terça-feira (10), uma conversa telefônica com a presidenta da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, para tratar do fortalecimento das relações bilaterais. A ligação, cuja transmissão foi veiculada pela Record, concentrou-se na expansão de projetos conjuntos no setor de energia e na possibilidade de novas visitas oficiais entre os dois países.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, ambos os chefes de Estado demonstraram interesse em aprofundar a cooperação e os investimentos em fontes energéticas. Lula destacou a parceria histórica entre as Marinhas brasileira e namibiana como exemplo bem-sucedido de integração Sul-Sul, ressaltando que a experiência conjunta pode servir de modelo para iniciativas em outras áreas estratégicas.
Durante a chamada, os presidentes discutiram ainda a realização de agendas presenciais em Brasília e em Windhoek, capital namibiana. As datas serão definidas posteriormente pelas equipes diplomáticas, mas o entendimento é de que os encontros presenciais deverão ocorrer ainda neste ano, caso a agenda de ambos permita.
Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), Lula comentou brevemente o teor da conversa: “Concordamos em aprofundar a cooperação e os investimentos no setor de energia. Recordei à presidenta a tradicional cooperação entre as Marinhas dos dois países como exemplo de sucesso da integração Sul-Sul”, escreveu o mandatário brasileiro.
A Namíbia mantém laços diplomáticos com o Brasil desde 1990, logo após a independência do país africano. Ao longo desse período, as nações estabeleceram acordos de colaboração na formação de oficiais navais, na construção de infraestrutura portuária e em projetos voltados para a capacitação técnica de profissionais.
Do lado brasileiro, o Itamaraty considera a África austral uma região prioritária para a política externa. A expectativa é de que a parceria energética renovada com Windhoek envolva tanto fontes tradicionais quanto alternativas, a exemplo de iniciativas em hidrogênio verde, setor que vem ganhando espaço nos dois mercados.
Autoridades de ambos os governos avaliam que o incremento da cooperação pode favorecer a geração de empregos, a transferência de tecnologia e a ampliação do comércio bilateral. Detalhes sobre possíveis acordos deverão ser definidos nas próximas reuniões técnicas preparatórias.
Com informações de Agência Brasil
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