Brasília – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a pedir o fim da escala 6×1 e convocou a população a pressionar o Congresso Nacional. A declaração foi feita nesta quinta-feira (25), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov.
Segundo Marinho, a mobilização social foi decisiva para arquivar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e deverá ser novamente fundamental para alterar a legislação trabalhista. “Se o parlamento ficar livre, leve e solto, só vem prejuízo para a classe trabalhadora”, afirmou.
Críticas à escala 6×1
O ministro classificou a jornada que concede apenas um dia de descanso semanal como “a mais cruel existente”, sobretudo para mulheres e jovens. Ele lembrou que países como França, Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Holanda e Islândia já adotaram ou experimentam jornadas menores que a brasileira.
Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite até 44 horas por semana. O governo apoia a redução para 40 horas sem perdas econômicas, disse Marinho.
Tramitação no Congresso
A proposta que altera a escala 6×1 tramita no Legislativo, que, de acordo com o ministro, costuma priorizar outros temas. Para ele, acompanhar o posicionamento dos parlamentares ajudará os eleitores a decidir quem deve ser reconduzido ou substituído nas próximas eleições.
Importância da pressão popular
Marinho destacou os recentes atos contra a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e contra a PEC da Blindagem como exemplos de que a sociedade pode influenciar as decisões do Congresso. “Só vai haver mudança com muita pressão”, reforçou.
O governo, acrescentou, está ao lado dos trabalhadores na luta pelo fim da jornada 6×1. “No que depender do Executivo, eles terão nosso apoio”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil
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