A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que poderá bombardear 18 empresas e grandes empresas de tecnologia com filial no Oriente Médio a partir desta quarta-feira (1º). O comunicado afirmou que os ataques podem começar às 20h em Teerã — HORÁRIO: 13h30 (Brasília UTC-3) — e descreveu os alvos como instituições envolvidas em “operações terroristas”.
Quem e onde estão as empresas citadas
No texto divulgado pela mídia estatal iraniana, foram listadas 18 organizações, muitas delas com sede nos Estados Unidos e presença comercial ou operacional em cidades do Golfo e de Israel. A relação inclui:
Boeing — Filiais em Riyadh (Arábia Saudita), Abu Dhabi e Dubai (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Cidade do Kuwait (Kuwait).
G42 — Empresa de tecnologia com foco em inteligência artificial sediada em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).
Spire Solutions — Distribuidora de soluções de cibersegurança com sede em Dubai e filiais em Riad, Doha, Cidade do Kuwait e Cairo (Egito).
General Electric (GE) — As unidades GE Aerospace, GE Vernova e GE HealthCare operam em Dubai, Abu Dhabi, Riad, Cidade do Kuwait e Doha.
Tesla — Presente em Dubai, Abu Dhabi, Riyadh, Jeddah, Dammam (Arábia Saudita) e Doha.
J.P. Morgan — Atuação em Dubai e Riad; a empresa também atende clientes no Kuwait e no Catar sem endereços físicos públicos nesses países.
Nvidia — Operações e parcerias em hubs como Abu Dhabi e Dubai, com iniciativas em IA e data centers; atua também por meio de acordos com empresas de telecomunicações no Catar.
Palantir — Escritório em Tel Aviv (Israel) e contratos governamentais na região, segundo o comunicado.
Dell — Escritórios em Abu Dhabi, Dubai, Cidade do Kuwait, Riad, Jidá e Al‑Khobar.
IBM — Presente em Dubai, Abu Dhabi, Riyadh, Jeddah, Doha, Cidade do Kuwait, Manama (Bahrein), Muscat (Omã), Amman (Jordânia), Beirut (Líbano) e Tel Aviv.
Meta — Operações concentradas em hubs como Dubai, Riad e Tel Aviv, com atuação indireta em Catar, Kuwait, Bahrein e Omã por meio de parceiros regionais.
Google — Escritórios e operações em Dubai, Tel Aviv, Haifa e Abu Dhabi.
Apple — Estrutura regional concentrada em Dubai, com lojas em Dubai, Abu Dhabi, Tel Aviv e Haifa.
Microsoft — Escritórios em Dubai e Tel Aviv.
Oracle — Presença em Manama, Cairo, Tel Aviv, Amã, Cidade do Kuwait, Beirute, Mascate e Doha.
Intel — Operações concentradas em Israel, nas cidades de Haifa, Yakum, Petach Tikva, Jerusalém e Kiryat Gat.
HP — Centro regional em Dubai, que funciona como base principal de vendas, suporte e atendimento no Oriente Médio.
Cisco — Escritórios em Dubai, Abu Dhabi, Riad, Jidá, Dhahran, Manama, Doha, Cidade do Kuwait e Mascate.
Motivação e orientações do Irã
Segundo a Guarda Revolucionária, a ação seria uma retaliação aos bombardeios que, afirma, vêm sendo perpetrados contra o Irã por forças dos Estados Unidos e de Israel. O comunicado aconselhou que funcionários das empresas listadas deixem seus locais de trabalho imediatamente “para sua própria segurança” e pediu a moradores nas proximidades que evacuem em um raio de um quilômetro e busquem abrigo seguro.
Contexto militar
A nota do Irã cita ainda ataques recentes a alvos militares norte-americanos na região. A Guarda Revolucionária afirmou ter bombardeado uma instalação secreta fora da base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, e um alojamento de tropas no Bahrein. O governo dos Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein não haviam confirmado os ataques até a última atualização da reportagem. O Irã também afirmou que cerca de 200 soldados dos EUA estavam no local da instalação atingida, informação que não foi confirmada pelos americanos.
Nos Estados Unidos, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse em entrevista que testemunhou interceptos de dois mísseis disparados pelo Irã, afirmando que os projéteis foram abatidos antes de atingirem um “ambiente com oficiais reunidos”, sem detalhar o episódio ou o local.
As bases militares americanas no Oriente Médio vêm sendo alvo de ataques de retaliação desde o início do conflito, e Washington chegou a evacuar alguns postos entre janeiro e fevereiro para reduzir riscos às tropas. A Guarda Revolucionária afirmou que as ações tornam as bases americanas “inseguras para os comandantes inimigos”.
Não há confirmação independente sobre a execução dos ataques às empresas listadas nem sobre a extensão dos danos relatados nas ações contra alvos militares até a última atualização desta matéria.
Com informações de G1
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