Transmissão: Band
Tim Cook atinge marco e segue avaliando sucessão
Tim Cook completou, nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, o marco de ser o executivo que permanece por mais tempo no comando da Apple, posição que ocupa desde agosto de 2011. O aniversário de 50 anos da empresa ocorre em meio a especulações sobre sua aposentadoria e ao processo de planejamento para a troca de liderança.
Com 65 anos, Cook negou recentemente à emissora americana ABC ter manifestado desejo de se aposentar: “Não posso imaginar a vida sem a Apple”, afirmou. Ainda assim, segundo reportagens da Bloomberg citadas internamente pela companhia, ele dedica atenção frequente ao futuro da direção da empresa: “Eu passo muito tempo pensando em quem estará na sala daqui a cinco anos, daqui a dez anos. Sou obcecado por isso”, declarou a funcionários, segundo a Bloomberg.
A Apple vem preparando uma transição de comando desde pelo menos 2024 e, conforme apurado pela Bloomberg, já teria um nome favorito para suceder Cook: John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware, que, desde o início de 2026, tem atuado mais próximo da equipe de design, movimento interpretado como preparação para uma eventual promoção.
Trajetória de Cook à frente da Apple
Entrada na empresa em 1998 após passagens por IBM e Compaq, Cook começou como vice-presidente de operações e foi promovido a diretor de operações em 2005. Ele assumiu o cargo de CEO cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs, em 2011, e também ocupa atualmente assento no conselho diretor.
Sob sua gestão, a Apple ampliou atividades em segmentos como dispositivos vestíveis — incluindo o Apple Watch e os óculos Vision Pro — e reforçou a aposta em serviços por assinatura, como Apple Music e Apple TV+. O valor de mercado da empresa cresceu de US$ 350 bilhões em 2011 para mais de US$ 3,6 trilhões em 2026. A administração de Cook também deu ênfase à cadeia global de suprimentos, ao retorno aos acionistas e a iniciativas de sustentabilidade.
Relações com o governo dos EUA e investimentos
No início de 2025, Cook aproximou-se mais do governo do então presidente Donald Trump, participando da cerimônia de posse em janeiro de 2025. Em agosto do mesmo ano, a Apple anunciou na Casa Branca um aporte de US$ 100 bilhões para fabricar componentes do iPhone nos Estados Unidos; em fevereiro de 2025, a empresa havia anunciado um compromisso de US$ 500 bilhões em investimentos no país ao longo de quatro anos. Parte desses recursos destina-se à produção de chips em solo americano, em meio a pressões do governo — que chegou a ameaçar aplicar uma tarifa de importação de 25% sobre produtos da Apple caso a fabricação não migrasse para os EUA.
Durante a posse, Cook entregou a Trump um troféu simbólico com a inscrição “Fabricado nos EUA, 2025”.
Diferenças entre Cook e Steve Jobs
Steve Jobs, fundador da Apple em 1976 ao lado de Steve Wozniak, teve uma trajetória marcada por estilo de gestão intenso e personalismo. Jobs deixou a empresa em 1985 após resultados abaixo do esperado do Macintosh e conflitos internos; retornou posteriormente e conduziu produtos que revolucionaram o mercado, como o Apple II, o Macintosh, o iPod (2001), o iPhone (2007) e o iPad (2010). Relatos da imprensa indicam que, na busca por sucessores, Jobs chegou a recusar candidatos de forma brusca e, em uma ocasião, teria interrompido uma entrevista.
Em contraste, Tim Cook é visto como discreto e cortês, com histórico de atuação nos bastidores em áreas operacionais e de cadeia de suprimentos. A própria Apple reconhece que ele foi central na melhoria das relações com revendedores e fornecedores durante seu período à frente das operações. Apesar das diferenças de perfil, Jobs havia demonstrado confiança em Cook, que se tornou seu principal braço direito e posteriormente seu sucessor.
O processo de transição da liderança da Apple segue em andamento, com a empresa mantendo operações e investimentos enquanto prepara o futuro executivo que poderá ocupar o cargo de CEO.
Com informações de G1
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



