Golpe a cada 29 min: Sergipe registra 9 mil estelionatos no 1º semestre

Rafael Ramos
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Sergipe não para de contabilizar vítimas de fraudes. Foram 9.058 casos nos primeiros seis meses de 2026, a maioria puxada por crimes virtuais como phishing e golpes financeiros digitais.

Os golpes de estelionato continuam a fazer vítimas em Sergipe. O estado registrou um novo golpe a cada 29 minutos. Segundo levantamento da Polícia Civil (PC), no primeiro semestre de 2026, foram registradas 9.058 denúncias. Apesar de uma queda em relação ao mesmo período de 2025, quando foram computadas 10.058 queixas, os números ainda impressionam. A polícia destaca que a maior parte desse tipo de crime é praticada com auxílio da internet.

Os crimes virtuais mais comuns incluem “phishing” (engenharia social para roubo de dados), fraudes financeiras e estelionato digital, que abrange golpes do Pix, falsas lojas, invasão de dispositivos e furto de dados, roubo de identidade e crimes contra a honra, como calúnia, difamação e cyberbullying.

No último dia 15 de julho, a Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames) sediou uma reunião voltada ao fortalecimento da segurança das administrações municipais, diante do crescimento das tentativas de fraudes eletrônicas contra órgãos públicos. O encontro reuniu prefeitos, secretários municipais de Finanças e demais gestores, em uma iniciativa realizada em parceria com a Caixa Econômica Federal e a Secretaria da Segurança Pública, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

O objetivo da reunião foi orientar os municípios sobre as principais modalidades de golpes financeiros que vêm sendo aplicadas em diversas regiões do país e apresentar medidas preventivas capazes de reduzir riscos e fortalecer os controles internos das administrações públicas.

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A presidente da Fames, Silvany Mamlak, destacou que o encontro é uma estratégia para proteger os municípios sergipanos diante do avanço dos crimes virtuais. “A iniciativa é promover as capacitações com os secretários de Finanças dos municípios para que o nosso Estado, por ser um estado pequeno, crie uma rede de proteção e não venha a sofrer prejuízos para a população e, principalmente, para os nossos gestores”, afirmou a presidente.

Durante o encontro, o delegado do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), André Baronto, reforçou que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar prejuízos em decorrência dos crimes virtuais. “Esse evento é muito importante para alertar os prefeitos e secretários em relação aos golpes que estão ocorrendo por todo o Brasil. São números alarmantes em que os golpistas estão focando em instituições municipais, especialmente em órgãos financeiros, e esse evento é justamente para passar informações para esses municípios, para que eles saibam como se proteger. Essa medida de prevenção é importantíssima e é uma das melhores ferramentas que nós temos para evitar esse tipo de golpe”, destacou o delegado.

O cenário atual do crime no país gira fortemente em torno da migração dos golpes para o ambiente digital. Especialistas recomendam proteger-se contra crimes virtuais adotando hábitos digitais rigorosos, como utilizar senhas complexas com um gerenciador, desconfiar de links em mensagens inesperadas e manter sistemas e antivírus sempre atualizados. A prevenção exige atenção contínua para evitar roubos de dados e golpes financeiros.

O estelionato no Brasil é definido pelo Artigo 171 do Código Penal como obter vantagem ilícita induzindo alguém ao erro através de artifícios ou fraudes. As penas variam de 1 a 5 anos de reclusão, mas o estelionato eletrônico/virtual, cometido via internet, pode elevar a pena para até 8 anos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.