FICCO mira grupo suspeito de agiotagem e extorsão em Sergipe

Rafael Ramos
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpriu três mandados nesta quarta-feira (16). A operação também busca identificar bens e ativos de possível origem ilícita.

Um grupo suspeito de atuar com agiotagem, extorsão e ameaças foi alvo da operação Usurero, que foi deflagrada nesta quarta-feira (16) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE). A ação cumpriu ordens judiciais e visou também rastrear bens e ativos que possam ter origem ilícita.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão como parte da operação. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE).

Mandados cumpridos

  • 3 mandados: dois em Aracaju e um na capital alagoana

Segundo as investigações, os suspeitos ofereciam empréstimos com juros considerados abusivos e ilegais. Para a cobrança das dívidas, os investigados teriam recorrido a intimidações, ameaças graves e, em alguns casos, violência. A operação busca interromper a atuação do grupo e responsabilizar os envolvidos.

Além das diligências nos endereços listados nas ordens judiciais, a operação também tem como objetivo identificar e bloquear bens e ativos que possam ter relação com a atividade ilícita, garantindo assim o afastamento de vantagens patrimoniais obtidas de forma irregular.

Apoio e órgãos envolvidos

  • FICCO de Alagoas
  • Diretoria de Inteligência da Polícia Militar de Alagoas
  • CME da Polícia Militar de Alagoas
  • DENARC/SE
  • BOPE
  • BPRv da Polícia Militar de Sergipe

A operação Usurero integra uma mobilização maior. A ação faz parte da operação Força Integrada IV, uma iniciativa nacional que foi realizada simultaneamente em diferentes estados com o objetivo de combater organizações criminosas ligadas a facções que atuam no país.

Investigação em Sergipe

  • Alvos da apuração: possíveis vínculos com tráfico de drogas, crimes violentos, agiotagem, extorsão e ameaças relacionadas a disputas territoriais

A investigação em Sergipe apura, de forma específica, eventuais conexões do grupo com atividades criminosas mais amplas, incluindo tráfico de drogas e crimes violentos, além das práticas de agiotagem, extorsão e ameaças que motivaram a deflagração da operação.

Composição da FICCO/SE

  • Polícia Federal
  • Polícia Rodoviária Federal
  • Polícia Civil
  • Polícia Militar
  • Polícia Penal
  • Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen)

A mobilização contou com atuação integrada entre instituições federais e estaduais para cumprir as medidas determinadas pelo Judiciário e avançar nas linhas de investigação. A continuidade das apurações e eventuais desdobramentos dependem dos resultados das diligências e das análises de provas coletadas durante a operação.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.