No período atual, as praias sergipanas têm registrado um aumento na ocorrência de queimaduras causadas por caravelas, devido aos ventos que favorecem a presença desses animais marinhos. Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) revelam um crescimento alarmante de mais de 430% no número de vítimas de acidentes com esses animais entre 1º de janeiro e 26 de junho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A maioria das queimaduras resultantes do contato com caravelas é superficial e classificada como de primeiro grau, apresentando apenas vermelhidão e dor, sem a formação de bolhas ou ferimentos mais sérios.
“Geralmente, não há repercussão sistêmica. A reação é localizada e tende a regredir ao longo dos dias, podendo apresentar melhora já nas primeiras horas”, explica Wandressa Nascimento, gerente da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) e presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras – Regional Sergipe.
Essas lesões são consideradas queimaduras químicas, resultantes da liberação de toxinas pelo animal quando se sente ameaçado. Quando a caravela ou a água-viva entra em contato com a pele, a toxina é liberada, provocando a dor e a vermelhidão.
Para minimizar os efeitos das queimaduras, é recomendado que a área afetada seja lavada com água do mar, a fim de remover o máximo possível da toxina. Em seguida, a irrigação com água doce é essencial. O uso de vinagre, conforme orientações do Ministério da Saúde, também pode ajudar na neutralização da substância tóxica.
Após a limpeza, é importante secar o local delicadamente com um pano limpo, evitar a exposição ao sol e manter a pele hidratada para facilitar a recuperação.
Entretanto, é fundamental estar atento aos sinais de alerta. Caso apareçam sintomas como febre, náuseas, dor intensa, aumento da vermelhidão ou qualquer sinal de infecção, é imprescindível procurar uma unidade de saúde. Além disso, pessoas com histórico de alergias devem buscar avaliação médica, uma vez que podem experimentar reações mais severas.
Embora as queimaduras causadas por caravelas sejam, em sua maioria, leves, a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) é equipada para atender casos mais graves, que geralmente envolvem substâncias químicas, como ácidos e produtos de limpeza industriais.


Fonte: Saúde – Sergipe
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