O verão sergipano registra explosão de casos de queimaduras por caravelas. Só até junho, os acidentes cresceram 430% em relação a 2025, segundo o Corpo de Bombeiros.
Neste ano, o número de acidentes com caravelas nas praias de Sergipe cresceu mais de 430% entre 1º de janeiro e 26 de junho, em comparação ao mesmo período de 2025. Este aumento é atribuído ao maior aparecimento desses animais marinhos, que ocorrem especialmente nesta época do ano devido aos ventos que atingem a região.
As caravelas, assim como as águas-vivas, podem causar queimaduras que geram dor e vermelhidão na pele. De acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), a maioria das queimaduras são superficiais, de primeiro grau, sem formação de bolhas ou lesões mais profundas.
“Geralmente, não há repercussão sistêmica. A reação é localizada e tende a regredir ao longo dos dias, podendo apresentar melhora já nas primeiras horas”, afirma Wandressa Nascimento, gerente da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) e presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras – Regional Sergipe.
Wandressa explica que essas queimaduras são classificadas como químicas, pois ocorrem pela liberação de uma toxina pelo animal quando se sente ameaçado. “Ao entrar em contato com a pele, essa substância causa dor e vermelhidão”, acrescenta.
Em caso de queimaduras, a orientação é lavar a área afetada com água do mar para remover o máximo possível da toxina. Após isso, é recomendável irrigar o local com bastante água. O uso de vinagre também é indicado, pois ajuda a neutralizar a toxina. Após a limpeza, deve-se secar a região delicadamente com um pano limpo, evitar a exposição ao sol e manter a pele hidratada.
“Caso surjam sintomas como febre, náuseas, dor intensa, aumento da vermelhidão ou qualquer indício de infecção, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Pessoas com histórico de alergias também devem buscar avaliação médica, pois podem apresentar reações mais intensas”, alerta Wandressa.
Embora as lesões causadas por caravelas e águas-vivas sejam geralmente leves, é importante ficar atento aos sinais e buscar atendimento médico quando necessário. Na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), os casos mais graves de queimaduras químicas costumam envolver substâncias como ácidos e produtos de limpeza industriais.
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